Açoriano Oriental
Sanjoaninas 2020 inspiram-se nos desafios das alterações climáticas

As Sanjoaninas 2020 decorrem de 19 a 28 de junho, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, sob o tema “Angra nas Asas de um Sonho”.



Foto: António Araújo/CMAH
Autor: Susete Rodrigues/AO Online

De acordo com nota de imprensa, nesta edição, Angra do Heroísmo irá ao encontro do desafio lançado pelas Nações Unidas, dedicando as festas concelhias à problemática das alterações climáticas.


A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo acredita que as Sanjoaninas são uma oportunidade para sensibilizar os participantes sobre as questões climáticas e contribuir, positivamente, para a adoção de atitudes e hábitos sustentáveis.


Assim, este ano, as festividades levarão os angrenses e visitantes a um futuro de sonho, onde o Planeta Terra apresentará uma relação harmoniosa entre a atividade humana e os ecossistemas terrestre e aquático, em contraponto com a destruição ambiental a que hoje se assiste, adianta a nota.


É sobre esta aspiração que o grafismo do cartaz pretende aludir. “Envolto em nuvens, o design criado reflete um cenário de sonho onde a cidade coexiste harmoniosamente com a vida voadora, terrestre e marítima. Sobre um pano de fundo azul e verde, o sol dá brilho à fauna e flora locais. Os pardais, os tentilhões e as vinagreiras povoam o céu sobre montes e vales verdejantes. Junto à costa, o casario colorido assume-se como a imagem de marca das Sanjoaninas e um retrato inequívoco da Capital no Coração do Atlântico. Já no fundo do mar, as tintureiras, os meros, as tartarugas, os cachalotes e os corais representam a vivacidade que abunda nas nossas águas”.


No cortejo de abertura o tema será, igualmente, tratado, com uma analogia à mitologia grega, lembrando a lenda de Ícaro que, preso na ilha de Creta, “viu o seu pai construir-lhe umas asas de penas coladas com cera, mas sob o aviso de não voar demasiado perto do sol para que a cola não derrete-se”.


O cortejo de abertura representará uma viagem pelo nosso planeta, em que estarão identificadas a vida no mar, na terra e no ar. “Em cada um dos ecossistemas, será explorada, num primeiro momento, a vertente do belo e da natureza intocada e, num segundo instante, os efeitos nefastos da passagem do Homem. A mensagem que se pretende transmitir é a de que não há um 'Planeta B' e que devemos cuidar desta nossa 'casa global'”.


Esta ideia será transmitida pelos carros alegóricos e uma série de intérpretes das artes performativas, música, circo, dança, entre outros, e que, a par com o Séquito Real, darão vida ao desfile de abertura.



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