A taxa de criminalidade na Região Autónoma dos Açores fixou-se em 35,7 crimes por mil habitantes em 2025, representando uma diminuição face aos 39,3 crimes por mil habitantes (‰) registados em 2024, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com base na informação fornecida pela Direção-Geral da Política de Justiça.
A redução da criminalidade verificou-se em várias tipologias de crime, sobretudo nos crimes contra o património, que passaram de 16,6 para 13,6 ocorrências por mil habitantes, e nos crimes contra a integridade física, cuja taxa desceu de 9,3 para 8,6 por mil habitantes. Também os furtos e roubos por esticão e na via pública registaram uma diminuição, passando de 0,4 para 0,2 ocorrências por mil habitantes.
No entanto, alguns indicadores apresentaram um agravamento. Os crimes de furto de veículo e em veículo motorizado aumentaram de 2,5 para 2,6 por mil habitantes, enquanto os crimes de condução sob o efeito do álcool passaram de 2,1 para 2,3 por mil habitantes. A condução sem habilitação legal também registou uma subida, passando de 1,3 para 1,5 ocorrências por mil habitantes.
A nível nacional, em comparação com 2024, os Açores registam a maior descida (-3,6‰), seguida da Madeira (-1,1‰) e da Península de Setúbal (-0,2‰). Por sua vez, os maiores aumentos foram registados no Algarve (+1,6‰), Alentejo (+1,5‰) e Centro (1,3‰). A média nacional aumentou de 31,2‰ para 32‰.
Face à média nacional, os Açores apresentam uma taxa de criminalidade 3,7‰ superior em 2025. Ainda assim, a diferença diminuiu significativamente em relação a 2024, quando se situava nos 8,1‰.
Seis municípios da Região acima da média nacional
Há seis concelhos da Região Autónoma dos Açores que registaram uma taxa de criminalidade por mil habitantes acima da média nacional: Santa Cruz das Flores (64,6‰); Ribeira Grande (47,5‰);Ponta Delgada (43,8‰); Lagoa (43,4‰); Madalena (36,8‰); e Povoação (33,9‰).
A Região regista melhoria face há um ano. Em 2024, havia sete concelhos: Ribeira Grande (58,7‰);Ponta Delgada (46,6‰); Lagoa (46,5‰);Santa Cruz das Flores (38,6‰); Madalena (34,4‰); Angra do Heroísmo (33,9‰); e Santa Cruz da Graciosa (31,4‰). Ou seja, Angra do Heroísmo e Santa Cruz da Graciosa ficaram de fora do grupo de concelhos açoriano com taxa de criminalidade por mil habitantes acima da média nacional, enquanto a Povoação ingressou neste conjunto de municípios.
Santa Cruz das Flores, que registou uma subida de 26 crimes por mil habitantes face ao ano anterior, foi o concelho dos Açores com maior taxa e o segundo maior a nível nacional, apenas atrás de Albufeira (66,3‰).
Os três concelhos açorianos que tinham a maior taxa de criminalidade por mil habitantes em 2024 - Lagoa, Ponta Delgada e Ribeira Grande - registaram descidas este ano.
A Ribeira Grande registou uma descida acentuada da criminalidade, contabilizando, pela primeira vez desde 2015, uma taxa inferior a 50 crimes por mil habitantes. Face ao ano anterior, o concelho registou uma redução de 11,2‰.
Açores regista evolução
Em comparação com os anos anteriores, a taxa de criminalidade regional de 2025 (35,7‰) é a mais baixa registada desde 1998, ano em que se fixou nos 35,3‰. No entanto, ao longo deste período, os Açores ficaram abaixo da média nacional apenas uma vez: em 2002, quando a Região registou uma taxa de 37,1‰, face aos 37,5‰ da média nacional.
O maior valor anual registado na Região foi em 2008, com 45,3‰.
