“A escassez de psiquiatras no Serviço Regional de Saúde acaba por promover a necessidade de inovarmos do ponto de vista das respostas”, afirmou, referindo: “Abrimos também as Unidades de Saúde de Ilha à consultoria no âmbito da psiquiatria. A Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel é o exemplo desta consultoria que existe, mas a mesma também se estende à ilha Graciosa, por exemplo, à ilha de São Jorge, em que há efetivamente um apoio do âmbito da psiquiatria com estas equipas de saúde comunitárias”.
Mónica Seidi adiantou ainda que o rácio de psiquiatras por 100 mil habitantes nos Açores permanece abaixo do rácio nacional, salientando, no entanto, que se registou uma evolução positiva, subindo de 5,1 por 100 mil habitantes em 2022 para 6,5 por 100 mil habitantes.
A governante destacou ainda que existem atualmente 16 psiquiatras nos quadros do Serviço Regional de Saúde e 10 internos em formação, havendo a esperança de que estes jovens médicos fiquem a exercer na região.
Em contrapartida à escassez na área da psiquiatria, Mónica Seidi assinalou que a região apresenta um rácio muito favorável de psicólogos nos cuidados de saúde primários e comunitários (26 por 100 mil habitantes, o que representa mais do dobro da média nacional).
Ainda na sua intervenção, Mónica Seidi assinalou que o principal problema na saúde mental não é necessariamente a escassez de recursos ou de respostas, mas sim a falta de articulação e comunicação entre as várias entidades.
“ Nós temos é de agregar este funcionamento e pôr todas as estruturas a funcionar no mesmo sentido. E isso sim é a minha maior dificuldade, que assumo aqui, mas que naturalmente, com o apoio das instituições, dos técnicos, com a Direção Regional da Saúde, é o nosso desafio”, afirmou.
Mónica Seidi defendeu ainda ser cada vez mais urgente educar a população para a saúde mental, ensinando a distinguir o conceito de saúde mental do conceito de doença mental.
