Em que consiste a campanha “Menu: Separar Sempre”?
A campanha “Menu: Separar Sempre” resulta de uma parceria estratégica entre a Novo Verde e o Governo Regional dos Açores, com o objetivo de reforçar a recolha seletiva num setor com elevada produção diária de resíduos de embalagens: o canal HORECA. Como a hotelaria, a restauração e atividades similares geram diariamente volumes significativos de embalagens, esta é uma ação essencialmente prática e de proximidade. Não se trata apenas de sensibilizar, mas de disponibilizar ferramentas concretas que facilitem a separação dos resíduos na rotina diária das equipas. A campanha vai chegar diretamente a 940 estabelecimentos em todas as ilhas do arquipélago, com a entrega de um kit físico composto por ecobags distintos correspondentes a cada um dos três ecopontos: papel/cartão (Azul), plástico/metal/embalagens de cartão para alimentos líquidos (Amarelo) e vidro (Verde), e cartazes informativos que funcionam como guias rápidos para esclarecer dúvidas no momento da separação. No fundo, queremos tornar a reciclagem mais simples, rápida e integrada no funcionamento diário dos estabelecimentos, contribuindo também para que o trabalho das equipas de recolha e dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos seja mais eficiente.
Que metas concretas de reciclagem espera a Novo Verde atingir no canal HORECA açoriano com esta campanha, e em que prazo?
Nesta fase, mais do que definir um número fechado e isolado apenas para estes estabelecimentos, o nosso objetivo é sensibilizar e alterar comportamentos, contribuindo para consolidar a evolução positiva que os Açores têm vindo a demonstrar na recolha seletiva e apoiar o cumprimento das metas nacionais de reciclagem. Nos Açores, no primeiro semestre de 2026, as retomas de embalagens com origem na recolha seletiva cresceram 1,7% em relação ao período homólogo, acima da média nacional. A curto e médio prazo, o objetivo é reforçar esta tendência positiva, aumentando a qualidade da separação na origem e facilitando o encaminhamento correto das embalagens. Ao proceder desta forma estamos a disponibilizar recursos essenciais para “alimentar” a Economia Circular. Num contexto de metas ambientais exigentes, cada ilha e cada estabelecimento têm um papel fundamental.
Na Região, que desafios específicos poderá enfrentar a reciclagem no setor HORECA?
Nos Açores, a reciclagem no setor HORECA enfrenta os desafios típicos de qualquer estabelecimento desta área, principalmente neste período do ano associado a um maior consumo de refeições e bebidas (impulsionado em grande parte pelo turismo) e consequentemente maior produção de resíduos de embalagem, incluindo vidro, papel/cartão, plástico/metal e embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL). Neste contexto, o principal desafio é garantir que a separação é feita corretamente logo na origem, nas copas e cozinhas dos estabelecimentos, de forma simples, clara e consistente. Só assim é possível facilitar o encaminhamento adequado dos materiais recolhidos e maximizar a sua valorização, sempre que existam condições para tal. É precisamente aqui que a campanha pode fazer a diferença, apoiando com ferramentas práticas, informação imediata e ao transformar um desafio logístico numa oportunidade para melhorar os resultados de reciclagem da Região.
Além da entrega de kits e cartazes informativos, existe um plano de acompanhamento ou monitorização junto dos 940 estabelecimentos, para garantir que as boas práticas se mantêm após o lançamento da campanha?
A atuação da Novo
Verde é essencialmente pedagógica e de capacitação técnica. Acreditamos
que a melhor forma de promover mudanças duradouras é facilitar o
processo e criar condições para que a separação seja integrada no dia a
dia dos estabelecimentos. A entrega dos kits será coordenada pela
Direção Regional do Ambiente e Ação Climática, com as suas equipas a
sensibilizar todos os estabelecimentos, reforçando as boas práticas e
como podem contribuir para o aumento das recolhas no arquipélago. O
objetivo da ação é alterar comportamentos. A verdadeira mudança deverá
refletir-se em resultados mais consistentes de separação e de
reciclagem, contribuindo para consolidar a evolução positiva que a
Região Autónoma dos Açores tem vindo a demonstrar. Obviamente que esta
ação não seria possível se não tivéssemos o apoio e o envolvimento dos
parceiros que todos os dias estão no terreno, nomeadamente os Municípios
e os Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos do arquipélago que
asseguram a recolha dos resíduos. Não podemos também esquecer o papel
importantíssimo que os estabelecimentos podem ter na informação e no
exemplo que dão aos consumidores, os principais agentes da mudança e que
podem em conjunto fazer a diferença em tornar este setor cada vez mais
sustentável e um verdadeiro motor da Economia Circular.
