Açoriano Oriental
Quase metade das famílias portuguesas devia em média 50 mil euros em 2013
Quase metade das famílias portuguesas tinham em 2013 alguma dívida, com um valor médio de quase 50 mil euros, e 30% desses agregados familiares deram a sua habitação principal como garantia dessas dívidas, informa hoje o INE.
Quase metade das famílias portuguesas devia em média 50 mil euros em 2013

Autor: Lusa/AO Online

 

“Cerca de 30% das famílias tinham dívidas com garantia da residência principal, sendo este o principal tipo de dívida das famílias”, conclui o Instituto Nacional de Estatística (INE) com base nos resultados do Inquérito à Situação Financeira das Famílias (ISFF), realizado entre março e julho de 2013, com uma amostra do mesmo inquérito feito em 2010, a 8.000 alojamentos familiares de residência principal.

Os dados do INE, hoje divulgados, mostram que, no segundo trimestre de 2013, quase 46% dos agregados residentes tinham alguma dívida, com um valor mediano de 48,5 mil euros.

Mais de 30% das famílias tinham dívidas com garantia da residência principal e 3,7% uma dívida hipotecária associada a outros imóveis.

O valor mediano da dívida hipotecária associada à residência principal era de 63,7 mil euros.

O valor mediano era menor para os níveis de riqueza mais elevados e diminuía com a idade do indivíduo de referência.

O valor da dívida hipotecária associada à residência principal tinha, em 2013, um peso dominante (82,4%) na dívida dos agregados familiares, enquanto o peso do valor da dívida associada a hipotecas de outros imóveis era de 10,6% e o de empréstimos não garantidos por imóveis era de 6,2%.

O peso do valor dos montantes em dívida relativos a cartões de crédito, linhas de crédito e descobertos bancários era de 0,8%.

Mas o peso das dívidas hipotecárias associadas à residência principal, no total da dívida das famílias, era menor quando o inquirido tinha 65 anos ou mais, era trabalhador por conta própria ou reformado, e nos 20% de agregados com menor riqueza líquida e para os 10% mais ricos.

Por sua vez, o peso das dívidas hipotecárias associadas a outros imóveis era maior no caso dos agregados com trabalhador por conta própria ou que tenha completado o ensino superior, bem como para os que tinham maior riqueza líquida e elevado rendimento.

 
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