PSD acusa Câmara da Ribeira Grande de adiar obras

PSD acusa Câmara da Ribeira Grande de adiar obras

 

Pedro Nunes Lagarto   Regional   19 de Dez de 2008, 10:04

O PSD da Ribeira Grande acusam o executivo camarário (PS)  de adiar para 2010 o início de obras prometidas no início do mandato.
“Paradoxalmente, voltam a anunciar-se intenções sobre o início de alguns desses projectos, para o ano de 2010, como se estivéssemos a meio de um mandato ou não houvesse eleições autárquicas no próximo ano, ou mesmo inscrevendo ou reinscrevendo obras com verbas simbólicas”, afirmam.
Para o PSD, “não é legítimo a inscrição de obras para um ano pós-eleições” ficando assim por concluir “projectos essenciais para o desenvolvimento económico e social da Ribeira Grande”.
De acordo com os vereadores sociais democratas, o Plano e Orçamento para o próximo ano “inclui um vasto rol de obras sem qualquer hipótese de ser concretizadas, atendendo ao montante definido para 2009, como são, por exemplo, os casos de projectos de saneamento básico e pavimentação de vários arruamentos no concelho e a ETAR da cidade, que não será uma realidade até ao final do mandato”.
Os mesmos acrescentam que o documento não contempla, “a prometida construção da escola da Matriz”, a criação de uma rede de mini-autocarros entre as freguesias da cidade, que “ficou apenas no papel” ou a construção de polidesportivos em todas as freguesias do concelho.
Recorde-se que a Câmara Municipal da Ribeira Grande aprovou, por maioria, com votos de abstenção do PSD, o Plano e Orçamento para 2009. 
O Orçamento e as Grandes Opções de Plano para 2009 estão dotados de 47,6 milhões de euros, destinando-se 10 milhões de euros a despesas correntes e 37,5 milhões de euros para despesas de capital (investimento).
O documento vai agora a votação da Assembleia Municipal, agendada para  30 de Dezembro.
Na nota introdutória ao documento, o presidente da Câmara Municipal  frisa que em “tempo difícil e conturbado” no capítulo financeiro e económico, o Plano e Orçamento para 2009 pretende “honrar os compromissos assumidos e delinear o próximo futuro numa linha de moderação”.
Por isso, acrescenta, a contenção das despesas correntes irá continuar nas áreas de aquisição de serviços, bens e do pessoal, que representam cerca de 84,1 por cento do valor orçado para as despesas correntes e, por isso, “serão objecto de uma gestão criteriosa, com vista à sua contenção”.
 A autarquia pretende assim, avançar para investimentos que estejam “devidamente enquadrados e que seja capaz de suportar e de pagar atempadamente”.

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