O deputado revelou que deu entrada na Assembleia da República uma resolução socialista, hoje, que “permite ao Governo influenciar a ANA/Vinci”, visando incentivar fluxos turísticos, bem como promover uma diminuição de taxas aeroportuárias, por forma a “tornar o destino mais atrativo".
Francisco César, que reuniu hoje com a direção do Aeroporto de Ponta Delgada, disse aos jornalistas que a proposta visa também, tentar “junto do Turismo de Portugal (…) um maior esforço para atrair turistas para a região”.
O responsável político manifestou, na ocasião, preocupação com o investimento da empresa gestora dos aeroportos nos Açores: “se nós queremos que as companhias aéreas voem para cá necessitamos de investimento nas infraestruturas aeroportuárias”.
Francisco César tomou conhecimento, contudo, de um projeto de ampliação da aerogare de Ponta Delgada para que “haja efetivamente condições para os passageiros e companhias aéreas”, tendo sido, para a ilha do Faial, dadas “garantias de investimento na pista da Horta logo que o projeto de ampliação seja realizado pela Câmara Municipal”.
Por outro lado, em Santa Maria, há “conversações com a ANA/Vinci no sentido de abrir o aeroporto como alternativa a partir das 21:00” para as operadoras aéreas, adiantou.
O dirigente socialista admitiu que “é um bom sinal para a região” a notícia de que o aeroporto de Ponta Delgada terá três novas companhias aéreas a operar no verão de 2026, com voos para Toronto (Canadá) e Viena (Áustria), como anunciou hoje a ANA/Vinci, mas defendeu que o acesso ao continente “seja reforçado”.
“Não serão duas empresas públicas (TAP e SATA) que conseguirão substituir uma empresa privada como a Ryanair”, frisou.
A companhia aérea de baixo custo Ryanair abandonou a operação nos Açores a 29 de março, devido ao que considerou “elevadas taxas aeroportuárias” e “inação” do Governo português.
A 13 de abril, o PS/Açores anunciou também que vai apresentar um projeto de decreto legislativo para criar um Fundo de Desenvolvimento de Rotas Aéreas para “captar novas companhias áreas” para a região e “evitar problemas” legais.
“Estamos a viver numa situação muito complicada naquilo que diz respeito ao setor do turismo na região. A obrigação do PS, enquanto partido responsável e partido da oposição que sinaliza os problemas, é, também, a de arranjar soluções”, afirmou, na altura, o líder do PS nos Açores.
