Produção de energia cresce até setembro à boleia da energia fóssil

A produção de energia elétrica nos Açores atingiu os 679.012 GWh nos primeiros nove meses do ano, um crescimento de 3,7% face ao período homólogo, suportado, essencialmente, na energia térmica produzida pela queima de fuelóleo e diesel, com 69,2% do total, contra os 27,7% provenientes das renováveis. 



Os dados constam do boletim de produção e consumo, emitido pela EDA e consultados pelo Açoriano Oriental.

“De janeiro a setembro 2026 verificou-se um crescimento da emissão de energia de 3,6% comparativamente a igual período do ano transato”, lê-se no boletim.

No entanto, as energias renováveis com produção mais significativa sofreram uma redução drástica face aos primeiros nove meses de 2025: a geotérmica regista uma quebra de 10%, sendo responsável por apenas 16,6% da produção total da EDA (112,87 GWh); enquanto a eólica teve um decréscimo de 17,6% em comparação com o período homólogo, contribuindo apenas com 6,1% das emissões totais (41,24 GWh).

Pelo contrário, a energia hídrica - responsável por 4% da produção este ano - melhorou a sua contribuição em 3,3% (27,45 GWh).

Contudo, o grande emissor de energia nas nove ilhas permanece - e reforça essa posição em cerca de 7% face ao período homólogo - na térmica, responsável por 69,2% das emissões (417,97 GWh), “da qual, 61,6% foi obtida de emissão a fuel e 7,7% de emissão a gasóleo”, lê-se no boletim.

As restantes fontes que contribuíram foram a RSU (3,0% do total), a solar (0,7%),  e o biogás (0,3%).

Se a produção cresceu 3,6% face aos primeiros nove meses de 2025, o consumo cresceu 3,7%, fixando-se nos 637.595 MWh. “Relativamente a este valor de consumo, 34,2% correspondem a consumos em Média Tensão e 65,8% a consumos em Baixa Tensão”, revela o boletim.

Com 43,9% do total, o principal setor de consumo foi o do comércio e serviços (onde se inclui os serviços públicos, responsáveis por 8,7%), seguido de perto do consumo doméstico (39,6%), ficando os restantes 15% à conta das indústrias.

“Relativamente ao nível de perdas total da EDA, o valor apurado foi de 8,2%. No contexto dos centros produtores, o nível de perdas foi de 3,2%, enquanto nas redes este atingiu os 5,8%”, finaliza o boletim.

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