Presidente vencido nas eleições exige retirada da ONU e dos militares franceses da Costa do Marfim


 

Paula Gouveia   Internacional   18 de Dez de 2010, 20:00

O presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, derrotado nas mais recentes eleições, exigiu hoje a saída “imediata” do país dos capacetes azuis das Nações Unidas e das forças armadas francesas Licorne

Num comunicado lido na televisão estatal RTI, a porta-voz da presidência de Laurent Gbagbo, acusa as forças da paz das Nações Unidas, os capacetes azuis, de não terem mantido a neutralidade.

Assim, a presidência ainda no ativo ordenou a saída “imediata” dos capacetes azuis do país assim como das forças armadas francesas, Licorne.

As Nações Unidas ainda não responderam às palavras da presidência da Costa do Marfim.

As forças da ONU têm cerca de 10 mil militares na Costa do Marfim e as Licorne cerca de 900.

Em causa estão ainda as eleições presidenciais de 28 de novembro, tendo a ONU e as forças armadas francesas reconhecido a vitória do líder da oposição, Alassane Outtara.

O presidente cessante, Laurent Gbagbo, recusa-se a deixar o poder e entretanto as Nações Unidas têm protegido o Hotel Golf, onde o líder da oposição se tem refugiado e de onde estará a tentar liderar o país.

As controversas eleições levaram mesmo a violentos confrontos, depois de na quinta-feira Outtara ter incentivado os seus manifestantes a invadirem edifícios públicos. A intervenção das forças armadas e da polícia, leais a Gbagbo, provocou então 30 mortos.

Ainda hoje as Nações Unidas indicaram que um grupo de seis homens armados, vestidos com uniformes militares e com máscaras, terão atacado uma patrulha de capacetes azuis quando esta entrava numa base da ONU, tendo disparado ainda sobre os muros da base, mas não provocando qualquer ferido.


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