Açoriano Oriental
Presidente elogia açorianos e evoca quem nasceu nos "Portugais" que "menos têm"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confessou esta quarta feira a sua “admiração” pelos corvinos e açorianos e evocou os que “mais longe estão” não só em distância, mas que nasceram nos “Portugais” que “menos têm”.


Foto: EDUARDO COSTA - LUSA
Autor: AO Online/ Lusa

Numa mensagem de Ano Novo, feita, no meio do Atlântico, a 1.890 quilómetros de distância de Lisboa, Marcelo admitiu que “começar o ano num dos pontos mais longínquos no território físico” de Portugal, “na ilha do Corvo, é uma sensação única feita de admiração pela gesta açoriana”.

“De orgulho de ser português e de compromisso para com os que mais longe estão de tantos de nós”, afirmou, antes de confessar a “admiração pelo povo corvino, pelo povo açoriano, pela Região Autónoma dos Açores, orgulho em que se misturam o oceano sem fim, a coragem dos que tudo resistem para poderem ficar”.

Os corvinos podem estar longe de Lisboa – são cerca de 450 pessoas a viver na ilha –, mas o Presidente partiu do seu exemplo para “abraçar” e lembrar os portugueses que estão “longe”, seja por que emigraram, sejam os militares em missões de paz e humanitárias ou ainda os ex-combatentes da guerra colonial.

E depois recordou os outros que vivem “longe” do bem-estar ou do sucesso.

“Longe porque vivem em pobreza ou em risco dela, e ainda são quase um em cada cinco portugueses [que] ou sofrem desigualdades e abusos por serem mulheres, por serem crianças e jovens, por serem idosos, por serem portadores de deficiência, por serem diferentes, por viverem excluídos na escola, na saúde, na comunicação”, exemplificou.

“Longe porque nasceram em ‘Portugais’ cá dentro que menos têm, menos fixam, menos são sinal de futuro”, acrescentou.

Já no final da mensagem, de pouco mais de oito minutos, Marcelo voltou ao elogio aos açorianos e aos corvinos e das razões para acreditar em Portugal, recordando o sismo de há 40 anos que afetou as ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, “sendo um teste à vontade de tantos e tão abnegados”.

Essa convicção no país tem, afirmou, um significado diferente a partir do Corvo: “Dito aqui tem uma força muito maior e muito mais profunda.”


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