“Defendemos um cessar-fogo abrangente e a resolução dos litígios por meios políticos e diplomáticos, com o entendimento de que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo a Jordânia, devem ser respeitadas”, afirmou Xi.
O Presidente chinês considerou que a questão palestiniana está “no cerne” dos problemas do Médio Oriente e defendeu uma solução assente em quatro princípios.
Xi apontou, em primeiro lugar, para uma solução política baseada na criação de dois Estados, defendendo o regresso às negociações de paz e a constituição de um Estado palestiniano “o mais rapidamente possível”.
O líder chinês defendeu também uma governação palestiniana, incluindo na Cisjordânia, e a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra, assim como os princípios do humanitarismo, da equidade e da justiça.
Pequim pretende que sejam abordados simultaneamente “os sintomas e as causas profundas”, através de medidas destinadas a alcançar uma solução “rápida, abrangente, justa e duradoura” para a questão palestiniana.
Xi destacou igualmente o papel “único e importante” da Jordânia no Médio Oriente e manifestou o “firme apoio” da China à salvaguarda da soberania, segurança e interesses nacionais do país.
O Presidente chinês defendeu o reforço dos contactos entre os dois países a diferentes níveis, incluindo entre governos, partidos políticos, órgãos legislativos e autoridades locais.
“A cooperação entre a China e a Jordânia é essencialmente mutuamente benéfica”, afirmou Xi, defendendo o aprofundamento das relações em setores tradicionais como comércio, infraestruturas, transportes e mineração, além da expansão para novas áreas.
O líder chinês manifestou ainda disponibilidade para reforçar a coordenação com Amã em instituições multilaterais, incluindo as Nações Unidas, e para defender conjuntamente “a ordem internacional baseada no direito internacional”.
Por seu lado, Abdullah II afirmou valorizar muito a posição “imparcial e consistente da China em relação aos assuntos regionais e o seu apoio à justa causa dos países árabes”.
“A Jordânia está disposta a manter uma comunicação fluida com a China e a continuar a envidar esforços positivos para aliviar a situação atual, para que os povos do Médio Oriente possam desfrutar de paz e prosperidade”, acrescentou o líder jordano.
O monarca reiterou também o apoio de Amã ao princípio de “Uma Só China”, considerando Taiwan “parte integrante” do território chinês, e manifestou interesse em receber mais investimentos de empresas chinesas na Jordânia.
Abdullah II afirmou ainda esperar que a China desempenhe “um papel de liderança mais significativo a nível global”.
