PM australiano quer proibir grandes centros de dados perto de escolas

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, pretende defender a proibição da instalação de grandes centros de dados ('data centers') perto de escolas, habitações e de terrenos agrícolas, de acordo com documentos consultados pela AFP



Esta posição foi defendida numa reunião com líderes estaduais do país, refere a AFP.

O governo comprometeu-se a adotar uma lei sobre a inteligência artificial (IA) que deverá regular a utilização destas ferramentas através de disposições relativas à propriedade intelectual e à segurança, disse à AFP uma fonte que pediu anonimato.

Em dezembro, a Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, uma medida que teve resultados mistos.

O Estado de Nova Gales do Sul, o maior do país, já anunciou que vai analisar a viabilidade de 26 novos projetos de centros de dados, no valor total de 100 mil milhões de dólares australianos (61,4 mil milhões de euros).

A construção de 'data centers' aumentou 65% ao ano nos últimos três anos neste Estado, que conta hoje com 90 destas instalações.

No entanto, uma proposta para construir uma destas infraestruturas numa zona de preservação e perto de uma escola foi retirada em junho, depois de ter gerado polémica.

Espera-se que Albanese defenda a implementação de normas nacionais sobre a utilização de água e energia pelos centros de dados.

Deve também procurar minimizar o impacto destas instalações nos residentes, com regras que exijam que os centros estejam situados longe de escolas, residências, terrenos agrícolas de qualidade ou áreas com potencial para a construção de habitações.

A startup americana Anthropic pressionou as autoridades australianas para alterarem a legislação de direitos de autor para facilitar a formação de modelos de IA, provocando uma forte reação dos media e do setor artístico.


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