PPM/Açores diz que autonomia exige estabilidade política e governativa

O deputado do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores, João Mendonça, disse que a autonomia, que este ano assinala 50 anos, continua a ser um instrumento de construção do futuro com responsabilidade e exige “estabilidade política e governativa”.



“Festejamos, este ano, os 50 anos da autonomia. Temos de persistir na unidade porque ela é filha do Espírito Santo e a semente do progresso e da justiça. A autonomia não foi apenas uma conquista institucional. Foi, e continua a ser, um instrumento ao serviço da nossa capacidade de decidir, de proteger o que é nosso e de construir o nosso futuro com responsabilidade”, afirmou João Mendonça na sessão solene do Dia dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O deputado único do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores referiu que ao longo das últimas cinco décadas, a região afirmou a sua voz, criou oportunidades e reforçou a coesão entre as ilhas, mas a autonomia “exige continuidade, exige sentido de propósito, cooperação e ambição, exige estabilidade política e governativa”.

“É nesse espírito que também olhamos para o futuro. E é com esse mesmo espírito que vos deixo um desafio”, afirmou.

O parlamentar propôs que no âmbito dos 600 anos da descoberta e povoamento dos Açores, que são assinalados no próximo ano, seja feito um gesto de reconhecimento para com a diáspora.

“Milhões de açorianos, bem como os seus descendentes, espalhados pelo mundo, mantêm viva a ligação a estas ilhas. Esse vínculo merece ser afirmado de forma clara e duradoura. Na verdade, esse símbolo já existe. Chama-se ‘Ilhas de Bruma’. Façamos dessa canção o hino das comunidades açorianas. Um sinal de gratidão, de memória e de pertença”, sugeriu.

E prosseguiu: “Ainda vamos a tempo. Porque as nossas ilhas ainda são de bruma, porque as gaivotas continuam a beijar a terra e porque o coração açoriano ainda não aprendeu a partir. Enquanto houver um açoriano no mundo que traga no peito a memória destas ilhas, os Açores nunca serão pequenos”.

O parlamentar do PPM referiu, ainda, que a data hoje assinalada “é o dia de todas as ilhas”.

“Mas este é também o dia dos que um dia partiram e levaram os nossos rostos, as nossas tradições e as nossas orações para o Brasil, para os Estados Unidos, para o Canadá, para a Bermuda, para o Uruguai ou mesmo para o Havai e outros destinos ainda mais distantes. Neste Dia do Espírito Santo, todos se podem sentar a esta mesa”, disse.

As comemorações que hoje decorrem em Ponta Delgada são uma organização conjunta da Assembleia Legislativa e do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), na sequência da instituição do Dia da Região Autónoma dos Açores, em 1980, para comemorar a açorianidade e a autonomia.

A data, feriado regional, é celebrada na Segunda-feira do Espírito Santo.

Na sessão solene vão ser impostas 25 insígnias honoríficas açorianas que distinguem cidadãos e pessoas coletivas que se tenham destacado “por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à região”.

Serão atribuídas seis insígnias autonómicas de reconhecimento, duas de mérito profissional, três de mérito industrial, comercial e agrícola, e catorze de mérito cívico.


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O deputado único da IL no parlamento açoriano, Pedro Ferreira, disse que a autonomia foi o reconhecimento da maturidade política dos Açores para assumirem o governo do próprio destino, tendo conquistado o autogoverno para vencer a distância.