Portugueses querem que se gaste melhor


 

Lusa/ AO   Nacional   29 de Out de 2007, 08:24

O estudo sobre a administração pública a apresentar hoje no 5º Congresso Nacional da Administração Pública confirma o diagnóstico feito pelo Governo de que os portugueses querem que se gaste melhor e menos, comentou o ministro das Finanças.
Em declarações aos jornalistas à entrada para o congresso, Fernando Teixeira dos Santos disse que o estudo revela "algo que é positivo".

    "Os cidadãos querem mais e melhor e que se gaste menos", afirmou o ministro, dizendo que esta conclusão do estudo "confirma o diagnóstico" que o governo fez para a reforma da administração pública.

    "É isso que pretende com a reforma da administração pública", acrescentou o governante.

    Teixeira dos Santos disse ainda que o estudo revela que "há melhorias" na função pública, dando como exemplo o rejuvenescescimento dos funcionários.

    O ministro das Finanças referiu ainda que o trabalho que hoje vai ser apresentado e que foi realizado pelo ex-ministro da Educação Roberto Carneiro mostra que "há ainda um grande trabalho a fazer" na função pública.

    Teixeira do Santos lembrou que se está agora a "entrar numa fase decisiva" da reforma da administração pública, numa altura em que se começa a mexer em serviços que os cidadãos utilizam no dia a dia.

    O estudo realizado pela Universidade Católica, encomendado pelo Instituto Nacional de Administração (INA), refere que 74 por cento dos cidadãos entendem que a administração publica funciona mal quando comparada com o sector privado.

    O estudo, coordenado por Roberto Carneiro, indica que 57 por cento dos cidadãos consideram que a administração pública funciona “pior” que o sector privado, enquanto 17 por cento acha que é “muito pior”.

    Para 22 por cento dos cidadãos, o sectores público e privado funcionam de “forma idêntica” e para três por cento, a administração pública é “melhor” que a privada.

    Este estudo traduz também a opinião dos dirigentes públicos, que na maioria (62 por cento) considera que a administração pública funciona de “forma idêntica” à privada.

    Ainda entre os dirigentes públicos, 28 por cento considera que a actuação do sector público é pior que do privado, dois por cento entende que é “muito pior” e oito por cento diz que é “melhor”.

    O estudo indica que 77 por cento dos inquiridos acha que os funcionários têm habilitações adequadas, contra 23 por cento que discordam.

    Para 71 por cento dos inquiridos, os funcionários são competentes e para 65 por cento têm sentido de serviço público.

    O estudo refere também que a possibilidade de preencher o imposto através da Internet foi a medida mais importante tomada na administração pública nos últimos anos, seguida da abertura das lojas do cidadão.

    Quanto às medidas mais importantes a tomar, 45 por cento dos cidadãos e 53 por cento dos dirigentes públicos crêem que é necessário despolitizar a administração.

    Quarenta e sete por cento dos cidadãos e 32 por cento dos dirigentes públicos consideram que é necessário aproximar a administração pública dos modelos de liderança do privado.
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