Venezuela

Portugueses em destaque no sector petrolífero venezuelano


 

Lusa/AO   Economia   16 de Out de 2007, 10:22

Três das mais importantes empresas especializadas no transporte de máquinas para perfurar os poços de gás e petróleo na localidade de Anaco, Estado de Anzoátegui, são propriedade de empresários portugueses radicados na Venezuela.
"As três empresas de transporte mais importantes, que prestam serviços à PDVSA (empresa estatal Petróleos da Venezuela S.A.) pertencem a portugueses", disse à Agência Lusa o empresário Armindo Silva Oliveira.

    As empresas, segundo o empresário, são M&C (antiga Transporte Morca), Trans da Silva e Infiveca. Especializam-se no transporte de "taladros" (máquinas para perfuração), pontes, tubagens, materiais pesados e artigos diversos.

    Por outro lado, explicou Armindo Oliveira, há ainda vários portugueses que são empreiteiros em áreas como construção civil e manutenção das zonas onde foram localizados poços de gás e petróleo.

    "Também nas áreas administrativas e escritórios há luso-descendentes que prestam importantes serviços", enfatizou.

    Natural de Santa Maria de Avioso, Castelo da Maia, distrito do Porto, e mecânico de profissão, Armindo Silva Oliveira é um dos contratadores de transportes para a petrolífera estatal venezuelana.

    Desde 1979 que está radicado em Anaco, localidade que em 1940 era um pequeno casario de tetos de zinco e que cresceu com o tempo, com a instalação de importantes empresas petrolíferas.

    Situado a 400 quilómetros a leste de Caracas, é, segundo José Ángel Biaggi, presidente do Conselho Municipal, a principal região produtora de gás da América do Sul.

    Capital do município de Anaco, pertence ao Estado de Anzoátegui, a segunda principal região produtora de petróleo da Venezuela, e onde, segundo as autoridades venezuelanas, se encontram uma das maiores reservas de crude do mundo.

    A sul do Estado está a faixa petrolífera de Orinoco, localidade onde a empresa portuguesa GALP pretende participar na extracção de crude.

    A povoação de Anaco tem actualmente uma população fixa superior às 150 mil pessoas e entre as quais apenas 40 famílias portuguesas.

    O nome deve-se à planta Ertitina Velutina, conhecida popularmente como Búscare Anauco. Tem clima tropical e a gastronomia é essencialmente crioula, com forte influência das comunidades estrangeiras, principalmente, espanhola, italiana e portuguesa, às quais foram buscar os legumes e hortaliças. Dos árabes herdaram o "tarkari" (estufado de legumes com especiarias a que por vezes se junta cabrito ou borrego).

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