Política

Portas acusa Sócrates de não ser capaz de enfrentar os maiores problemas do país


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Set de 2008, 14:47

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, acusou na noite de sábado, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, de “não ser capaz de enfrentar os dois maiores problemas do país”, referindo-se à baixa produtividade da economia e à insegurança.
Paulo Portas, que apadrinhou a apresentação da lista de candidatos do seu partido à Assembleia Legislativa dos Açores, pelo círculo das Flores, lamentou que José Sócrates tenha discursado durante 50 minutos na abertura do ano político, sem nunca se referir a estes temas.
“Então quais são os dois principais problemas que o país tem hoje: um é que a economia está parada, outro é que a criminalidade disparou, mas curiosamente, José Sócrates não falou, nem de uma coisa, nem doutra, senão pela rama”, frisou o líder centrista.
O líder nacional do CDS/PP criticou, por outro lado, o presidente do PSD/Açores, por tentar apropriar-se das propostas apresentadas e aprovadas no Parlamento açoriano, por iniciativa dos democratas-cristãos.
“Lamento dizer ao Dr. Costa Neves, mas ele não contribuiu nem com um cêntimo para que os idosos tivessem maior apoio para a compra de remédios”, sublinhou Paulo Portas, recordando que foi por iniciativa do CDS/PP que os pensionistas receberam um cheque medicamento para compensar os gastos com despesas de saúde.
O líder regional do partido, Artur Lima, anunciou, por seu lado, a apresentação na Assembleia Legislativa dos Açores, de um projecto de Decreto Regional, que pretende revogar um diploma com mais de 20 anos, que proíbe a construção de moradias na ponta da Fajã Grande, nas Flores, alegadamente por razões de segurança.
O dirigente açoriano entende que é tempo de o Governo Regional tomar uma decisão sobre a gestão daquela zona, por discordar da possibilidade até agora invocada, de derrocadas.
Ao contrário do que aconteceu no Pico, o jantar de apresentação das listas de candidatos nas Flores contou com pouca afluência de militantes e simpatizantes do partido (pouco mais de meia centena).
Uma reduzida participação que poderá estar relacionada com a recente demissão do presidente da Comissão Directiva Regional do CDS/PP, Renato Moura, natural das Flores, que abandonou o cargo por divergências com Artur Lima. 

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