Açoriano Oriental
"Política de direita é um desastre para o país"
A cabeça-de-lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, considerou “um desastre para o país” a “política de direita” que afirma ser desenvolvida pelo PS, PSD e CDS-PP em Bruxelas e em Portugal.
 "Política de direita é um desastre para o país"

Autor: Lusa / AO Online

Em entrevista à Lusa, a também eurodeputada destacou que “esta política de direita que o PS, em conjunto com o PSD e o CSD, têm praticado em Bruxelas e em Portugal é um desastre para o país, para os trabalhadores e para as populações”.

Ilda Figueiredo sublinhou que os três partidos assumem as mesmas posições no Parlamento Europeu e são responsáveis “por esta construção europeia”.

“Agora, em vésperas de eleições, eles arranjam umas guerrinhas de alecrim e manjerona para tentarem mostrar que têm alguma diferença, mas nas questões essenciais, aquelas que contam para o futuro do país, têm posições exactamente iguais”, sustentou a candidata da CDU.

Semelhanças de posições que justificam, na opinião de Ilda Figueiredo, o apoio do primeiro-ministro, José Sócrates, à recondução de Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia.

“Eles sempre estiveram de acordo com as políticas, eles aprovaram em conjunto o projecto do Tratado de Lisboa, aprovaram em conjunto as liberalizações dos sectores fundamentais”, apontou.

Para Ilda Figueiredo, a presença de Durão Barroso na Comissão Europeia não defende os interesses nacionais, como alega Sócrates.

“Todos os portugueses sabem que isso não é verdade. Onde é que a Comissão Europeia defendeu os interesses nacionais? Se o tivesse feito, não estávamos na situação em que estamos”, alegou, considerando que sectores como os têxteis, pescas e agricultura não teriam sido “destruídos da forma que foram”.

Na opinião da candidata da CDU, o voto nas eleições europeias, a 07 de Junho, “dará um sinal do grande descontentamento” que afirma encontrar nas ruas de Norte a Sul do país.

“A marca geral é um grande descontentamento com as injustiças sociais, um grande descontentamento com uma política que privilegiou no plano europeu e no plano nacional os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros”, considerou.

A eurodeputada manifestou-se confiante que a CDU conquistará “um bom resultado” no dia 07 de Junho, desvalorizando sondagens que colocam o Bloco de Esquerda à frente, como terceira força política, a seguir ao PS e ao PSD, nas intenções de voto dos portugueses.

“Há sondagens para todos os gostos”, disse, apontando que “a grande sondagem é a realidade”.

Ilda Figueiredo destacou que os dois deputados da CDU no Parlamento Europeu são responsáveis por “mais de 30 por cento” de todo o trabalho realizado pelos 24 eurodeputados portugueses.

“É bom que comparem o trabalho que estes dois deputados fizeram com aquilo que se passou, por exemplo, com o Bloco de Esquerda, e ver então para que é que se está a eleger deputados para o Parlamento Europeu”, sublinhou.

Sobre o incidente que envolveu o candidato socialista, Vital Moreira, na manifestação do 1º de Maio, é um assunto encerrado que deve ficar fora da campanha eleitoral, sustentou a número um da CDU.

“Já dei para esse peditório. Não vale a pena continuar a perturbar a grandiosa manifestação do 1º de Maio com esse infeliz incidente”, afirmou.

Para Ilda Figueiredo, “não vale a pena continuar a utilizar as provocações e as injúrias ao PCP para eventualmente procurar retirar algum benefício pessoal ou político”.

“É uma questão que não deve perturbar a campanha eleitoral”, destacou a eurodeputada comunista.

 
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