O movimento cívico independente pretende saber se Paulo Ferreira e Paulo Jorge de Jesus Ferreira, gerente da Booktailors, empresa contratada para prestar serviços de organização do Festival Literário Utopia Açores, são a mesma pessoa. A Booktailors foi contratada pelo Coliseu Micaelense, tendo sido o serviço adjudicado por um total de 300 mil euros, sendo a gestora do contrato Kátia Guerreiro.
Segundo nota de imprensa, perante a “coincidência de nomes e funções”, o PDLPT pretende saber se havia “conhecimento, por parte do Conselho de Administração do Coliseu Micaelense e da Comissária Katia Guerreiro, da eventual acumulação das funções de curador e gerente da empresa adjudicatária”.
Também foi perguntada qual a “entidade responsável pela contratação ou designação do curador”, bem como questões relacionadas com o “vínculo jurídico, a duração, as funções e a remuneração associada à curadoria”.
O movimento perguntou igualmente pela entidade que “decidiu realizar o Festival Literário Utopia Açores 2026 em Ponta Delgada”, questionando ainda sobre “a autoria, aprovação e seleção da programação, dos autores, convidados e restantes participantes”.
Em nota de imprensa, o movimento explica que o seu objetivo passa por “assegurar o esclarecimento público sobre decisões que envolvem recursos municipais”.
