Paulo Rangel deixa porta aberta a eventual candidatura a liderança do PSD

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel deixou hoje a porta aberta a uma eventual candidatura à liderança do PSD após as eleições autárquicas, numa entrevista em que falou pela primeira vez publicamente sobre a sua homossexualidade.



“Não tenho planos, mas sonhos sempre tive, não digo desta água não beberei um dia”, afirmou o social-democrata numa entrevista de vida no programa “Alta Definição”, da SIC, depois de questionado sobre se se estaria a preparar para uma corrida a líder do PSD.

Sobre o facto de o seu nome ser apontado como futuro candidato à liderança do PSD, atualmente presidido por Rui Rio, Paulo Rangel respondeu recorrendo à expressão “não há festa nem festança em que não venha a dona constância".

Para, de seguida, acrescentar: “estamos em plenas autárquicas é preciso o PSD concentrar-se”.

Já sobre se um dos seus sonhos passa por ser primeiro-ministro, o social-democrata disse que não, embora não rejeite essa ideia.

Ressalvando que o “futuro o dirá”, o social-democrata considerou que o que importa é a pessoa saber se em determinado momento está em condições de fazer serviço público, de se dedicar a 100% a ele e de fazer a diferença.

Sobre um vídeo antigo que começou a circular nas redes sociais que o mostravam embriagado nas ruas de Bruxelas, Paulo Rangel assumiu “não ter dúvidas” de que a sua publicação foi “intencional” e visou enfraquecê-lo politicamente.

O social-democrata afirmou “não ter ideia” de quem pôs o vídeo a circular, lembrando-se contudo de que o episódio terá acontecido há cinco ou seis anos.

Durante cerca de 45 minutos, onde abordou vários aspetos da sua vida privada, Paulo Rangel falou ainda, e pela primeira vez publicamente, sobre a sua homossexualidade, dizendo, contudo acreditar, que a orientação sexual de um político ou de uma personalidade com funções cívicas ou institucionais não tenha “relevo” para as pessoas.



PUB

Região conta com mais de 400 empresas de animação turística licenciadas. Os dados foram divulgados pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em resposta a críticas da AREAT, que alertou para a atividade ilegal e a falta de fiscalização no setor