ATP eliminou mais de 234 mil comentários ofensivos dirigidos a tenistas e adeptos

A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) evitou que jogadores e adeptos recebessem mais de 234 mil comentários ofensivos no ano de 2025, tanto nas redes sociais do circuito masculino como nas contas dos tenistas



Através do projeto denominado ATP Safe Sport, lançado em 2024 com o objetivo de proteger o bem-estar dos jogadores, foram analisados mais de 3,7 milhões de comentários em várias redes sociais.

Foram identificadas mais de 284.000 mensagens ofensivas, das quais 82% foram removidas em tempo real, ainda antes de chegarem aos seus destinatários.

Os casos detetados foram encaminhados para as autoridades policiais, judiciais e governamentais — a nível local, nacional e internacional — com o intuito de identificar os agressores e adotar medidas contra os mesmos, visando erradicar a violência digital, informa a entidade no seu sítio.

“O bem-estar dos jogadores é um pilar fundamental das ações de segurança da ATP. Impedir que mais de 234 mil comentários ofensivos chegassem aos jogadores reflete o impacto tangível que o programa gera diariamente. Não há espaço para a violência digital no ténis”, destaca o diretor de Segurança da ATP, Andrew Azzopardi.

Para a ATP, os resultados do ano passado evidenciam “a grande escala do desafio que os tenistas profissionais enfrentam na internet”, uma vez que mais de 85% dos que receberam interações nas redes sociais foram expostos a mensagens ofensivas provenientes de mais de 100 mil contas.

O ATP Safe Sport, desenvolvido em parceria com diversas plataformas tecnológicas, combina a moderação de mensagens através de ferramentas de inteligência artificial e avalia possíveis ameaças em colaboração com as autoridades policiais.

Nas suas atividades durante o ano de 2025, foram encaminhados mais de 1.800 comentários para análise de especialistas, bem como 690 alertas automáticos de ameaça.

“Continuaremos a investir em tecnologia, experiência e colaborações para proteger os jogadores, e continuaremos a trabalhar com as autoridades para responsabilizar aqueles que cometerem estes atos", acrescenta Andrew Azzopardi.


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