Governo

Oposição critica discurso de tomada de posse do Governo


 

Lusa/AO   Regional   19 de Nov de 2008, 05:22

Os partidos da oposição com assento na Assembleia Legislativa dos Açores (PSD, CDS/PP, BE, CDU e PPM) foram unânimes em criticar, o discurso de tomada de posse do presidente do Governo regional socialista.

Os cinco partidos não gostaram, sobretudo, das referências de Carlos César aos resultados das eleições legislativas de 19 de Outubro e da comparação que o chefe do executivo fez entre a maioria absoluta conquistada pelo seu partido e a reduzida dimensão da oposição.

    António Marinho, líder parlamentar do PSD, lamentou a «arrogância» do presidente do Governo no discurso de tomada de posse, bem como os «ataques» à oposição, considerando que, ao contrário do que se esperava, «não foi um discurso de Estado».

    O parlamentar social-democrata considerou ainda que Carlos César apresentou um discurso «repetitivo», sem grandes novidades, a exemplo do que acontece com o elenco governativo, que diz ser muito semelhante ao anterior.

    Opinião idêntica tem Artur Lima, líder da bancada do CDS/PP, que estava à espera de ver o chefe do executivo a apresentar «propostas concretas para combater a crise» e não a «exaltar o passado e o presente», como fez Carlos César.

    No seu entender, o presidente do Governo devia ter aproveitado o discurso de tomada de posse para anunciar medidas para «safar» as famílias e as empresas açorianas da crise financeira que assola a região e o país.

    Zoraida Soares, deputada do Bloco de Esquerda, também contesta o tipo de discurso de Carlos César na cerimónia que decorreu na sede do Parlamento, na cidade da Horta.

    Na sua opinião, «fica mal» ao presidente do Governo vir dizer que os partidos mais pequenos estão representados no Parlamento graças ao PS, quando a alteração da lei eleitoral nos Açores, que fez aumentar o número de deputados, é uma conquista de vários partidos.

    Também Aníbal Pires, da CDU, manifestou o seu desagrado em relação ao discurso do chefe do executivo socialista, por entender que Carlos César devia ter apresentado propostas concretas para combater a crise financeira, «em vez de ficar à espera da descida das taxas de juro ou do preço dos combustíveis».

    Opinião idêntica tem o deputado do Partido Popular Monárquico (PPM), Paulo Estêvão, que entende que Carlos César parece «um qualquer Zandinga», ao vaticinar mais uma vitória eleitoral do PS nas legislativas de 2012.

    A única voz parlamentar que destoou das críticas feitas pela oposição ao discurso de Carlos César, vem exactamente da bancada maioritária do PS.

    Hélder Silva, líder parlamentar, elogiou a confiança manifestada pelo chefe do Governo em relação ao futuro da Região e lembrou, em resposta às críticas das outras bancadas, «que é sempre bom lembrar» quem é o autor de determinadas propostas, referindo-se à alteração da lei eleitoral, que segundo recordou, teve o voto contra da bancada do PSD.

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