NSA diz que programas de espionagem foram "dramatizados" pela imprensa


 

Lusa/AO online   Internacional   25 de Set de 2013, 18:00

O diretor da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos disse que as revelações sobre os programas de vigilância de comunicações foram "dramatizadas e exacerbadas" pela imprensa.

“O que foi destacado na maior parte dos ‘media’, foi que nós ouvimos as vossas conversas e lemos os vossos e-mails. Não é verdade (…). O nosso trabalho é defender o país, é uma missão nobre”, disse o general Keith Alexander, numa conferência em Washington sobre segurança informática, a Billington Cybersecurity Summit.

“O futuro deste país depende da capacidade de nos defendermos de ataques informáticos e ataques terroristas e precisamos de instrumentos para o fazer”, defendeu.

O general frisou que houve muito poucos ataques terroristas desde o 11 de setembro de 2001, apesar do aumento das ameaças no mundo, e que “isso não é um acaso”, mas o resultado de “muito trabalho”.

Os programas norte-americanos de vigilância de comunicações, telefónicas e eletrónicas, foram revelados em junho pelo ex-funcionário da NSA Edward Snowden e criticadas por governos como o Brasil e a Alemanha, alvo de escutas da NSA.

Na conferência, Keith Alexander referiu-se a Snowden sem o nomear, afirmando: “Confiámos nele e ele traiu a nossa confiança. Não volta a acontecer. Isso não faz dele um herói”.


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