O comandante do navio-escola Sagres, José Eduardo de Sousa Luís, considera este número “bastante positivo”, sobretudo porque o Sagres esteve nos dois portos sozinho, sem integrar nenhum encontro de grandes veleiros.
A passagem pelos Açores aconteceu já na reta final de uma viagem que começou em Lisboa, a 30 de abril. O Sagres passou por Nova Iorque, pelas Bermudas e novamente pelos Estados Unidos, onde representou Portugal nas comemorações dos 250 anos da independência norte-americana. Antes de regressar, passou ainda por New Bedford, onde foi recebido pela comunidade portuguesa. E agora é hora de voltar a casa.
Ainda fica pelos Açores, o NRP Viana do Castelo, que vai permanecer na Zona Marítima dos Açores até 27 de novembro, com o objetivo de continuar “as suas atividades de vigilância, fiscalização e presença naval nos espaços sob soberania jurisdição nacional, contribuindo para a segurança marítima e para a firmação dos interesses nacionais no Atlântico”, diz a nota da Marinha Portuguesa.
O comandante admite que não sabe quantos dias já passou no mar, mas diz que tem cerca de 22 mil horas de navegação desde a sua primeira missão.
A missão mais longa que fez durou 11 meses e meio, também a bordo do Sagres, durante a terceira volta ao mundo.
Passa-se muitas horas e muitos dias a navegar e por isso diz: “Nós costumamos dizer que temos duas famílias, a nossa família de sangue e a família naval”, conta.
Nos últimos quatro meses, não esteve com a família de sangue: “Estive com os meus camaradas, oficiais, sargentos, praças e cadetes. Passamos mais tempo com esta família naval do que com a família de sangue”, admite.
É essa família que agora segue com ele de volta a Lisboa, depois de ter estado meses no mar.
