Educação

Movimento de professores apela ao "bom senso" de Carlos César

 Movimento de professores apela ao "bom senso" de Carlos César

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Set de 2011, 12:31

O Movimento dos Professores e Educadores Precários e Desempregados de S. Miguel entrega na Presidência do Governo dos Açores um documento em que "apela ao bom senso" de Carlos César para "corrigir os erros" da tutela.
“Continuam a faltar professores nas escolas e conhecemos casos concretos de docentes a quem foram dadas disciplinas sem habilitação na área”, afirmou Sónia Penela, acrescentando que o documento que será entregue ao princípio da tarde no Palácio de Santana, "reúne contributos recebidos dos membros do movimento".

Sónia Penela salientou que se trata de "um documento que expõe a situação dos docentes que ficaram fora das colocações, algumas colocações estranhas e também aborda a qualidade do ensino, nomeadamente questões relacionadas com o apoio aos alunos com necessidades especiais".

Os docentes que integram este movimento reafirmam que "foram dadas disciplinas a professores sem habilitações na área", denunciando ainda a existência de "falta de apoio nas escolas para qualquer tipo de dificuldades permanentes dos alunos".

"Tudo o que denunciamos não foi atirado para o ar", frisou Sónia Penela, manifestando a "esperança" de que Carlos César, presidente do executivo regional, seja "sensível a esta causa e faça pressão junto da secretária regional da Educação para corrija a situação".

Depois de ter promovido um protesto em Ponta Delgada a 10 de Setembro, este movimento de docentes precários e desempregados tem vindo a realizar protestos "simbólicos e pacíficos" junto a escolas de S. Miguel, denunciando situações de estabelecimentos de ensino que não obtiveram todos os docentes que solicitaram à tutela.

Sónia Penela revelou que o movimento "tem conhecimento de que já existem grupos de associações de pais que se estão a organizar para fazerem também pressão, porque estão preocupados com a qualidade do ensino".

"Se a região pensa que a educação sai cara, que não queira experimentar os custos da ignorância", frisou.
    

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