Política

Ministro considera um disparate declarações de Manuela Ferreira Leite


 

Lusa/AOonline   Nacional   21 de Out de 2008, 11:45

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, considerou esta terça-feira um disparate as afirmações da presidente do PSD sobre o facto das construção de novas infra-estruturas servirem grandes empresas.
"Dizer que a construção de infra-estruturas serve para grandes empresas ou construtoras é o maior disparate que se pode dizer", afirmou Mário Lino, à margem do 11º Congresso de Logística que decorre até quarta-feira em Lisboa.

    Num comentário à entrevista de Manuela Ferreira Leite a uma estação televisiva segunda-feira à noite, Mário Lino foi peremptório: "Vi a entrevista e achei uma entrevista lamentável. Foi o regresso ao pior da Dra. Manuela Ferreira Leite, ao período em que ela esteve à frente das Finanças do país e deixou o país no estado em que se sabe".

    "Sem chama, sem visão estratégica, sem iniciativa, sem confiança no país", acrescentou.

    Segundo o ministro, foi o governo de Manuela Ferreira Leite que considerou, por exemplo, o projecto de alta velocidade como "estratégico e emblemático para o país".

    "Mudou, agora passou a ser o projecto para servir construtoras", sublinhou.

    Referindo-se às novas concessões rodoviárias, Mário Lino, afirmou que a líder do PSD "deve estar mal aconselhada ou visitar pouco o país".

    "Se perguntar aos transmontanos se a auto-estrada transmontana, que vai de Vila Real a Bragança, serve para as construtoras, eles explicar-lhe-ão que não, que serve para os transmontanos", exemplificou.

    O ministro reiterou ainda que o governo não tem razões para desistir das grandes obras públicas, como o novo aeroporto e a alta velocidade.

    "O governo não tem nenhuma razão que o leve a desistir de construir o novo aeroporto de que Portugal tanto precisa, de desenvolver a rede ferroviária de alta velocidade, que é considerado um projecto estratégico no âmbito europeu, ou de deixar de fazer infra-estruturas nas estradas e nos portos", disse.

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