Açoriano Oriental
Militares portugueses estão fora de qualquer perigo

O ministro da Defesa Nacional declarou, esta quarta-feira, que os militares portugueses no Iraque estão “fora de qualquer tipo de perigo”, aquartelados a mais de 200 quilómetros dos locais onde esta madrugada duas bases foram atacadas com mísseis.

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Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

“O contingente militar português no Iraque, 34 elementos, estão bem, estão todos fora de qualquer tipo de perigo estão na base de Besmayah, que fica a 200 quilómetros e 350 quilómetros das duas bases que foram atacadas, portanto estão muito longe do local onde ocorreram estes incidentes”, declarou o ministro João Gomes Cravinho.

O Pentágono confirmou hoje que "mais de uma dúzia de mísseis" iranianos foram disparados contra duas bases em Ain Assad e Arbil, no Iraque, utilizadas pelo exército norte-americano.

Questionado pelos jornalistas à margem de uma visita à Academia de Comunicações e Informação da NATO, no Reduto Gomes Freire, em Oeiras, Gomes Cravinho sublinhou que a base onde estão aquartelados os militares portugueses, enquadrados no contingente espanhol na coligação internacional contra o “daesh” é “uma base algo isolada”.

“Fica a uns 40 quilómetros Bagdad numa região desértica e é um campo militar grande como se fosse uma espécie de campo de santa margarida [em Portugal], que não tem uma povoação próxima e tem medidas de proteção reforçadas”, disse Gomes Cravinho.

Quanto a uma eventual retirada, o ministro reiterou que "é prematuro" falar em mandar regressar as tropas, afirmando que é preciso aguardar por mais desenvolvimentos em relação às posições das autoridades iraquianas.

O ministro adiantou que está em "estreita cooperação" com os aliados e que a "esperança é que em breve haja condições para retomar" as atividades de formação às forças iraquianas.


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