Consumo

Mercado de vinhos pode ficar estável ou descer ligeiramente em 2008


 

Lusa/AO online   Nacional   31 de Ago de 2008, 14:21

O mercado de vinhos poderá ficar estável ou descer ligeiramente em 2008 face ao ano anterior, com o consumo de vinho tinto a regredir e os portugueses a optarem por produtos mais baratos, previu o presidente da CAP.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, referiu que se assiste a uma transferência das decisões de compra para "vinhos mais baratos, até dois euros, nos supermercados".
Ao mesmo tempo que aponta alguma regressão do consumo de vinho tinto, João Machado refere que o branco está a recuperar e o rosé também cresce.
João Machado acrescenta que "80 por cento das vendas de vinho realizadas nas grandes superfícies tem um valor por litro abaixo dos dois euros" e estas unidades representam cerca de 70 por cento do total do mercado, segundo os dados da CAP.
Já os restaurantes, onde é vendido cerca de 12 por cento do vinho, estão a registar quebras nas vendas deste produto, acrescenta.
Este retrato não coincide com os indicadores recolhidos pela agência Lusa junto de dois restaurantes, do Galito e do Eleven, pelo menos para o Verão, onde os seus responsáveis dizem não notar qualquer diferença no consumo de vinho entre este ano e os anteriores.
Já o sócio da loja Coisas do Arco do Vinho, especializada em vinhos, avança que "os consumidores têm vindo a baixar o valor das suas compras desde 2007, com o Natal a ser o menos bom dos últimos anos, mas [este comportamento] nota-se mais em 2008".
Francisco Barão da Cunha explica que, para concorrer com as grandes superfícies, a sua loja opta por marcas seleccionadas que não se vendem naqueles espaços comerciais, e consegue ter vinhos a pouco mais de três euros, embora os preços também possam ser superiores a 100 euros, mas "sempre com qualidade". 
Quanto à divisão do mercado de vinhos, os brancos estão a recuperar de uma quebra do consumo desde há cinco ou seis anos, os rosés "vendem-se bastante em Portugal, embora com quotas pequenas, mas a crescer", enquanto o tinto "está a regredir", aponta o presidente da CAP.
O vinho tinto representa mais de metade do total do mercado de vinho, podendo chegar perto dos 70 por cento, segundo as estimativas de João Machado.

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