Marcelo acompanha situação da Groundforce e diz que Governo faz "tudo o que pode"

O Presidente da República garantiu aos trabalhadores da Groundforce, que o aguardavam à chegada ao aeroporto do Porto, estar a acompanhar a situação e ser testemunha de que o Governo está a "fazer tudo o que pode".



"Tenho acompanhado, podem ter a certeza, e continuarei a acompanhar", disse Marcelo Rebelo de Sousa a um grupo de trabalhadores que o aguardavam à chegada ao aeroporto para lhe "pedir ajuda" no sentido de desbloquear o "inferno" que estão a viver.

O chefe de Estado, que hoje tomou posse para um novo mandato, afirmou que o primeiro-ministro e outros membros do Governo se têm "empenhado muito" para resolver a situação da Groundforce.

"Podem ter a certeza, que eu sou testemunha disso, que o Governo está a fazer tudo o que pode para desbloquear a situação", frisou.

Mais de duas centenas de trabalhadores da Groundforce manifestaram-se hoje no aeroporto do Porto para denunciar a situação "extremamente grave" que vivem e pedir ajuda ao Governo para salvar a empresa de "handling" (assistência em terra).

Os cerca de 2.400 trabalhadores da Groundforce aguardam ainda pelo pagamento dos salários de fevereiro e receiam a perda dos postos de trabalho, caso seja pedida a insolvência da empresa, depois de não ter sido alcançado acordo entre o acionista privado, a Pasogal (50,1%) e a TAP (49,9%).

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu que a situação da Groundforce tem um lado humano e social, mas também um lado económico.

Quanto à primeira vertente, o Presidente da República reconheceu que a situação pessoal e familiar dos trabalhadores é “muito penosa e complicada” em termos salariais, numa altura em que o país está em crise devido à pandemia de covid-19.

Já sobre a questão económica, o chefe de Estado sublinhou que tudo o que seja uma paragem da atividade da Groundforce bloqueia o “que é fundamental” para a entrada e saída por via aérea no país, o que significa que tem uma consequência “muito pesada” na economia portuguesa.

“Sabemos que a pandemia está, neste momento, a sacrificar muitas famílias portuguesas, mas sabemos também que o bloqueamento ou paralisia no funcionamento dos aeroportos, numa parte fundamental da sua atividade, tem consequências económicas muito graves para o país”, reforçou.

Reafirmando ser testemunha de que o Governo tem estado em cima dos acontecimentos, atuando em relação a eles, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que tem vindo a saber-se de coisas que não se sabiam, situação que obriga a reajustar os planos em função dessas novas informações.

O Governo está a tentar encontrar uma resposta perante os novos problemas que se vão descobrindo e que não sabia que existiam, o que “às vezes demora tempo”, ressalvou.

Revelando ter recebido na segunda-feira o presidente da TAP, o Chefe de Estado alertou para a importância de se resolver o “mais rapidamente possível” esta questão atendendo à situação dos trabalhadores.

O Presidente da República, questionado sobre qual poderia ser a solução, não quis antecipar-se, lembrando que a competência nesta matéria é do Governo de António Costa.

Antes de partir do aeroporto em direção à Câmara Municipal do Porto, onde ia encontrar-se com o autarca portuense e presidir à cerimónia ecuménica, com a participação de representantes de várias confissões religiosas presentes em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa disse a um trabalhador, que lhe agradeceu os ter ouvido, que um Presidente da República “é para isso mesmo”.

Segundo fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, as negociações, que já se arrastavam há vários dias, falharam, porque Alfredo Casimiro, dono da Pasogal, não pode entregar as ações como garantia para o empréstimo, uma vez que já se encontram penhoradas.

Em causa estão as negociações para um adiantamento de 2,05 milhões de euros para pagamento de salários em atraso, relativos a fevereiro, que seria feito pela TAP à Groundforce, em que as ações da Pasogal seriam dadas como garantia.


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