“Os Açores voltam a apresentar resultados muito positivos no mercado de trabalho, com valores significativamente abaixo dos 5,5% registados a nível nacional, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)”, afirmou o social-democrata citado numa nota de imprensa.
Joaquim Machado referiu que “apenas a Madeira e o Algarve apresentam taxas inferiores à região”, considerando que o resultado “confirma uma tendência consistente de melhoria do mercado de trabalho açoriano”.
Os TSD/Açores lembram que a taxa de desemprego na região tem registado uma trajetória descendente desde junho de 2025.
Ainda de acordo com o seu líder regional, “o valor agora alcançado encontra paralelo, no histórico regional, apenas em 2007, há 19 anos, com exceção do registo verificado em junho de 2025”.
“Particularmente relevante é também a evolução da população empregada, uma vez que, ao longo de 2026, os Açores têm detido mais de 120 mil pessoas empregadas, uma realidade inédita em toda a série histórica do emprego na região”, afirmou.
Para Joaquim Machado, mais do que a redução do desemprego, o indicador demonstra a capacidade da economia açoriana para criar e manter postos de trabalho.
“Estes números não podem ser desligados do bom desempenho da economia regional, nem das políticas que vieram a ser desenvolvidas para fomentar a criação de emprego, apoiar as empresas, melhorar as qualificações e facilitar a integração no mercado de trabalho”, vincou.
Na sua opinião, os resultados são “um motivo de satisfação”, mas também “um incentivo à continuação deste caminho”.
“Num contexto económico exigente, ter mais de 120 mil açorianos empregados e uma taxa de desemprego de apenas 4,3% demonstram a vitalidade da economia regional e a robustez do mercado de trabalho dos Açores”, afirmou.
A taxa de desemprego fixou-se em 5,5% no terceiro trimestre, 0,2 pontos percentuais acima do trimestre anterior, mas inferior em 0,3 pontos à do mesmo período de 2025, divulgou hoje o INE.
Entre julho e setembro, a população desempregada, estimada em 316,8 mil pessoas, aumentou 5,3% (16,0 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuiu 3,0% (9,8 mil) relativamente ao trimestre homólogo.
A taxa de desemprego foi superior à média nacional (5,5%) em três regiões NUTS II (NUTS-2024) do país (Península de Setúbal: 6,3%; Norte: 6,2%; Grande Lisboa: 6,0%) e inferior nas restantes seis regiões (Alentejo: 4,8%; Centro: 4,6%; Oeste e Vale do Tejo: 4,5%; Açores: 4,3%; Algarve e Madeira: 4,0%, em ambas).
Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego registou um aumento em cinco regiões, o maior dos quais no Alentejo (0,8 pontos percentuais), tendo as restantes quatro regiões observado decréscimos, com destaque para o da Península de Setúbal (1,1 pontos percentuais).
