Líder do BE critica Gouveia e Melo e Seguro e pressiona esquerda para “candidatura forte” em 2026

A coordenadora do BE defendeu que cada ideia que vai surgindo de potenciais candidatos às eleições presidenciais de 2026 “reforça a necessidade de uma candidatura forte à esquerda”, deixando críticas a Gouveia e Melo e a António José Seguro



“Eu estou particularmente empenhada para que a esquerda possa ter uma candidatura forte. Cada candidato que vai surgindo, e cada ideia que vai surgindo desses candidatos, reforça mais a necessidade de ter uma candidatura forte à esquerda”, considerou Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido, em Lisboa.

Mariana Mortágua aproveitou para lançar críticas a dois potenciais candidatos a Belém.

“Temos de um lado um protocandidato que acha que é tempo de voltarmos a enviar soldados para morrer na guerra e receber os seus caixões, que acha que é tempo de deixar de investir na saúde, na educação e no Estado Social para investir em armas e na militarização”, criticou, referindo-se ao almirante Henrique Gouveia e Melo que na passada sexta-feira admitiu “alguma afetação nas despesas sociais” com um maior investimento em Defesa.

O outro possível candidato, o socialista António José Seguro, “acha que é tempo de o parlamento português deixar de votar o Orçamento do Estado, que é basicamente a lei mais importante do país e um princípio base da democracia”, criticou a bloquista.

Para Mariana Mortágua, “quanto mais estes candidatos vão surgindo nesta longa lista de putativos candidatos a Presidentes da República, mais se reforça a necessidade de haver um candidato forte à esquerda”.

“Cada palavra que eu disser sobre isso atrapalha o meu objetivo de conseguir essa candidatura forte à esquerda e o objetivo do BE de conseguir essa candidatura. Portanto, não queria entrar na cacofonia sobre candidatos presidenciais e queria sim focar-me numa candidatura que possa representar o povo de esquerda”, sublinhou.


PUB

Premium

A funcionar desde outubro, a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Hospital do Divino Espírito Santo já internou 18 doentes em casa, oferecendo cuidados de nível hospitalar no domicílio, com uma equipa multidisciplinar dedicada, menor risco de infeções e quedas, maior conforto para o doente e melhor gestão das camas hospitalares