Aleksander Ceferin, o presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA, na sigla em inglês), disse que, se Infantino não renunciar, irá enfrentar um desafio à liderança em março.
Infantino tem sido pressionado após ter divulgado um plano para permitir a entrada de capital privado, através de uma empresa, a FIFA Forward Enterprise (FFE), na comercialização das competições internacionais de futebol.
"Uma opção é que ele [Infantino] perceba que não tem apoio, e isto não se refere apenas ao apoio político daqueles que votam, mas também ao apoio político da comunidade futebolística, ao apoio político dos adeptos, ao apoio político dos jogadores, ex-jogadores e treinadores", disse Ceferin, em entrevista ao podcast britânico "The Rest is Politics: Leading", que será transmitida esta segunda-feira.
“E a segunda opção é que se candidate às eleições em março, mas, nesse caso, penso que terá um candidato contra ele. Ainda não sei quem”, acrescentou o líder da UEFA.
De momento, Infantino, presidente da FIFA desde 2016, é o único candidato e a data limite para apresentação de candidaturas está marcada para 18 novembro. A eleição está marcada para março de 2027, em Marrocos.
Apesar de ser amplamente visto como um potencial adversário de Infantino, Ceferin, de 58 anos, manifestou compromisso com a UEFA.
“Não estou interessado por dois motivos. Um deles é que adoro a UEFA e adoro trabalhar aqui, e acho que a certa altura (…) estará na altura de também aproveitar um pouco a vida", explicou o esloveno.
“E o segundo ponto é que a minha credibilidade é muito, muito maior se não estiver interessado no cargo”, acrescentou Ceferin.
Os comentários do presidente da UEFA foram extraídos do podcast e publicados no domingo pelos meios de comunicação britânicos.
Na quarta-feira, o presidente executivo da Federação galesa de Futebol, Noel Mooney, pediu de forma pública a demissão de Gianni Infantino.
O País de Gales foi a primeira nação membro da UEFA a retirar, no início do mês, o apoio a Infantino. No início de agosto, a Escócia tinha também retirado o apoio à reeleição do ítalo-suíço.
O projeto da FFE previa a angariação de até 4,2 mil milhões de dólares (3,64 mil milhões de euros) através da alienação de uma quota minoritária de até 20% a investidores privados.
Entre os potenciais interessados figurava o fundo Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
As confederações da Europa, Ásia e América do Norte, Central e Caraíbas acusaram o presidente da FIFA de ter abandonado o seu dever, ao colocar-se “acima do coletivo que lhe confiou autoridade”.
