Jerusalém paralisada por tempestade de neve histórica

Jerusalém paralisada por tempestade de neve histórica

 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Dez de 2013, 10:31

A cidade de Jerusalém, situada numa área de colinas, está hoje paralisada por uma tempestade de neve, que levou o presidente da câmara a pedir ajuda ao exército para socorrer automobilistas bloqueados.

 

"Lutamos contra uma tempestade de uma rara violência", declarou, em comunicado, o presidente da câmara Nir Barkat, quando a altura da neve acumulada na cidade santa chegava aos 37 centímetros. Em algumas áreas periféricas, a camada de neve era ainda mais elevada.

"É histórico", disse o meteorologista Sharon Wexler à rádio pública.

Estas condições meteorológicas pouco habituais forçaram o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em missão de paz à região pela nona vez desde março, a alterar o programa da visita várias vezes.

Assim, Kerry deverá partir esta tarde diretamente para a Ásia, sem fazer escala, como previsto, na Jordânia, depois de um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

As temperaturas devem atingir os dois graus centígrados hoje e descer durante a noite. A queda de neve, que começou na quinta-feira, deverá manter-se até sábado.

As escolas continuaram fechadas, pelo segundo dia consecutivo, e a maioria dos residentes parecia respeitar os conselhos das autoridades de se manterem em casa.

O município de Jerusalém indicou que 540 automobilistas, bloqueados pela intempéride, ficaram alojados no centro de conferências da cidade.

A maioria das estradas da cidade santa, situada a 795 metros de altitude, estavam cortadas e a polícia pediu aos proprietários de veículos privados para evitarem circular, dados que as ruas estão impraticáveis.

"Estamos prontos para começar a limpar as ruas, assim que a tempestade se acalme", indicou Barkat. "Neste momento, estamos a recorrer a todos os meios para socorrer aqueles que foram apanhados pela tempestade", acrescentou.

O diário Jerusalem Post noticiou que, até hoje, a polícia foi chamada para ajudar 1.400 pessoas na cidade e nas estradas de acesso.

As cidades palestinianas de Ramallah e Belém, próximas de Jerusalém, estão também cobertas de neve e as zonas mais baixas registaram chuvas torrenciais.

Em Gaza, território sobrepovoado que regista cortes de eletricidade diários de 18 horas, dezenas de famílias foram retiradas esta manhã de casas inundadas.

Num comunicado publicado na quinta-feira, o movimento islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza, anunciou a "anulação de todas as marchas e celebrações populares, previstas para hoje, por ocasião do aniversário da fundação, devido às difíceis condições meteorológicas que afetam Gaza", e pediu aos membros do movimento e a todos os habitantes para ajudarem as pessoas afetadas pela tempestade.


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