Irão: Autoridades acusam UE de pura hipocrisia na defesa dos Direitos Humanos

O Irão acusou a União Europeia de “pura hipocrisia” por mostrar preocupação com os Direitos Humanos e, ao mesmo tempo, “prestar apoio logístico e técnico” às “agressões mortíferas contra o povo iraniano”.



Numa mensagem divulgada nas redes sociais, citada pela agência de notícias Europa Press, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baqaei questiona “como é possível [a União Europeia] conciliar tão facilmente um suposto compromisso com os direitos humanos com a prestação de apoio logístico e técnico para cometer agressões mortíferas contra o povo iraniano”.

Bagaei considerou que a postura da União Europeia face aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão “banalizam o mal” e são “um ato de pura hipocria”, representando uma “perda de credibilidade” para a Europa.

O responsável lamentou as agressões ao Irão, que classificou como “ataques deliberados contra civis e infraestruturas nacionais de importância vital”.

“Tudo isto enquanto se recusa a condenar até mesmo os crimes de guerra mais flagrantes e sem proferir uma única palavra de solidariedade para com as crianças iranianas massacradas por bombas e mísseis norte-americanos e israelitas, que foram obtidos graças ao próprio apoio logístico e técnico da UE”, cita a Europa Press.

As declarações de Bagaei surge depois da União Europeia ter aprovado novas sanções contra seis pessoas a quem a Europa atribuiu “responsabilidade em graves violações dos direitos humanos” no Irão.

Entre o grupo, estão cinco juízes de tribunais revolucionários e um membro proeminente de um grupo de cibercriminalidade ligado ao regime, ao qual a UE atribui ter facilitado a perseguição de opositores políticos, ativistas e minorias religiosas.

Aquele novo conjunto de sanções surge em resposta ao recrudescimento da repressão interna no Irão e eleva para 269 pessoas e 53 entidades a lista de sancionados.

As medidas preveem o congelamento de ativos, a proibição de viajar para o território comunitário e a proibição de disponibilizar fundos ou recursos económicos aos afetados.

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