"O NTSB está a investigar um alegado incidente de perda de separação entre o helicóptero Marine One e um avião comercial que descolou do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, D.C.", indicou a agência na rede social Facebook na quarta-feira, sem fornecer mais detalhes.
Kush Desai, porta-voz da Casa Branca, declarou em comunicado que os voos do Marine One eram pilotados por alguns dos melhores pilotos do mundo e que "o Presidente nunca esteve em perigo".
Por sua vez, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) explicou que, segundo a sua análise preliminar de segurança, houve uma perda momentânea de separação, após a qual cada aeronave continuou a afastar-se da outra.
"O controlador de tráfego aéreo manteve contacto com o piloto do avião comercial e com o piloto do helicóptero Marine One durante esta perda de separação", referiu ainda a FAA, garantindo também que Trump esteve sempre em segurança.
O organismo regulador especificou que continuará a investigar as circunstâncias do incidente e que implementará todas as medidas corretivas adequadas, com base nas suas conclusões.
Segundo o Wall Street Journal, as medidas de segurança nestas circunstâncias exigem uma separação de pelo menos 2,4 km na horizontal e 150 metros na vertical.
O jornal, indicando que o incidente ocorreu por volta das 14h30 de terça-feira, especificou que o Embraer E-170 da American Airlines, operado pela sua subsidiária Envoy Air, em descolagem, aproximou-se do helicóptero, que seguia para a Base Aérea de Andrews, onde o Presidente embarcou para a Califórnia no avião presidencial.
A FAA reforçou drasticamente as medidas de segurança em torno do Aeroporto Ronald Reagan desde a colisão entre um avião comercial em aproximação e um helicóptero Black Hawk do Exército, que matou 67 pessoas em janeiro de 2025.
