Governo quer cumprir objetivo de redução de mortes precoces em doentes com cancro

Governo quer cumprir objetivo de redução de mortes precoces em doentes com cancro

 

Lusa/Ao online   Nacional   15 de Dez de 2018, 02:16

 O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior garantiu esta sexta feira que Portugal quer cumprir o objetivo europeu de reduzir a percentagem de mortes precoces em doentes com cancro e sublinhou o papel da investigação clínica para esse fim.

"Reduzir em pelo menos 50% o número de mortes precoces no cancro é um objetivo europeu que temos que garantir que também conseguirmos atingir em Portugal", afirmou Manuel Heitor.

O governante falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, na cerimónia comemorativa dos 20 anos da criação Faculdade de Ciências da Saúde na Universidade da Beira Interior (UBI).

O ministro salientou a importância do ensino clínico, bem como a relevância da investigação nesta área e considerou que o reforço da investigação clínica é um desafio para a próxima década e lembrou os compromissos preliminares que o país já assumiu no âmbito do último Conselho Europeu de investigação, com destaque para a investigação clínica na área do cancro.

O objetivo é que, até 2030, três em quatro doentes possam ter uma perspetiva de longa de vida e, reiterou Manuel Heitor, a investigação clínica tem um "papel decisivo".

O que tem sido feito ao nível dos centros académicos clínicos do país foi outra das componentes abordadas pelo governante, que garantiu que o financiamento para estes centros será atribuído no próximo ano.

Entre os exemplos positivos do que tem sido feito, Manuel Heitor apontou a recente criação do Centro Académico Clínico das Beiras, que engloba várias entidades de saúde e do ensino da saúde dos distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu e que também integra a Faculdade de Ciências da Saúde da UBI.

No dia em que se comemoraram as duas décadas da criação da faculdade, Manuel Heitor elogiou o percurso feito: "A experiência de 20 anos de ensino na área da saúde e do ensino da medicina na UBI é inspirador para aquilo que pode ser o desenvolvimento do ensino superior também nas metodologias pedagógicas", afirmou, reiterando que "faz sentido conceber e planear o ensino superior sem uma forte aposta cientifica".

O reitor da UBI, António Fidalgo, deixou palavras de "gratidão" e de "louvor" a todos quantos contribuíram para criar e desenvolver a Faculdade de Ciências da Saúde, que considerou ser e uma das "joias" da UBI.



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