Governo assegura que não privatizará a EDA

Governo assegura que não privatizará a EDA

 

Lusa/AO online   Regional   17 de Out de 2013, 18:31

O parlamento dos Açores aprovou esta quinta-feira por unanimidade uma resolução do PSD que recomenda ao Governo Regional que mantenha a maioria do capital da Eletricidade dos Açores na esfera pública, tendo o executivo assegurado que é isso que fará.

 

Apesar de todos os deputados terem apoiado o texto, a iniciativa do PSD gerou debate aceso entre os partidos e o vice-presidente do Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila.

O presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, disse que a resolução era pertinente depois de no Orçamento da Região para 2013 a redação de um artigo ter aberto, considerou, a porta à privatização da elétrica açoriana (EDA).

Duarte Freitas considerou ainda que as declarações recentes do vice-presidente açoriano não eram esclarecedoras, por referir que o executivo não tem intenção de privatizar a empresa nas circunstâncias atuais e com os dados que tem "à data de hoje", pedindo-lhe para esclarecer que circunstâncias novas poderiam fazer mudar esta situação.

Os restantes partidos da oposição seguiram estes argumentos.

Aníbal Pires, do PCP, Zuraida Soares, do BE, Artur Lima, do CDS-PP, e Paulo Estêvão, do PPM, insistiram em que só votando favoravelmente esta resolução o PS afastaria de facto as dúvidas que disseram existir sobre as reais intenções do Governo Regional.

A oposição desafiou ainda o Governo Regional a assumir claramente, "preto no branco", que "jamais" privatizará a EDA e a dizer que não o fará não só este ano (como sugeria, considera a oposição, o último relatório da Inspeção Geral das Finanças), mas até ao final da legislatura, em 2016.

Sérgio Ávila assegurou que o Governo Regional mantém "exatamente o mesmo" que sempre disse, antes e depois das eleições, que inscreveu no programa do executivo e que reafirmou "sucessivamente até hoje".

"A não privatização da EDA não tem prazo limite. É a posição que temos. A região deve manter a maioria do capital social da EDA. Foi isso que sempre dissemos e nunca calendarizámos esta posição em relação a um ano de referência", respondeu o vice-presidente do Governo dos Açores, perante a insistência da oposição.

Sérgio Ávila rejeitou assim que o PS ou o Governo Regional tenham mudado de posição nesta matéria, dizendo que na verdade era o PSD que tinha uma "perceção errada" da posição do executivo.

Ainda assim, os partidos da oposição, apesar de manifestarem satisfação com as declarações de Sérgio Ávila, insistiram em que houve uma mudança na posição do executivo.

Também o PS, através do deputado Pedro Moura, disse que o partido votaria favoravelmente a resolução do PSD por não trazer nada de novo e traduzir aquilo que os socialistas sempre disseram e defenderam, sendo por isso um "não assunto".

Perante a insistência nas críticas por parte da oposição, Francisco César, do PS, acabou por pedir a palavra para dizer que o debate era "absurdo" uma vez que o partido já tinha assumido que iria votar favoravelmente uma iniciativa do PSD.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.