Mundial de râguebi 2007

Futuro dos "lobos" pós-mundial será bem mais exigente


 

Lusa/AO online   Outras modalidades   24 de Set de 2007, 17:22

O seleccionador Tomaz Morais disse esta segunda-feira que o râguebi português vai entrar num novo ciclo, “bem mais exigente”, terminada a participação dos “lobos” no Campeonato do Mundo, em França.
     “A partir do fim do jogo de terça-feira com a Roménia termina um ciclo do râguebi português e inicia-se outro, em que é necessário muito mais acompanhamento, três vezes superior ao feito em Portugal até agora”, vincou o técnico à chegada da comitiva a Toulouse, onde disputa o derradeiro desafio do Grupo C.

    A criação de um centro de treinos é uma das medidas que o seleccionador considera fundamentais “para lançar novos jogadores2.

    Enquanto o Mundial não termina, a ambição de Portugal continua em alta, principalmente pelo facto de o desafio com a Roménia ter sido sempre apontado como aquele em que seria possível alimentar o sonho da vitória, apesar de em 11 jogos com os romenos os “lobos” apenas terem triunfado por uma vez, há quatro anos.

    “Preparámos muito bem este jogo e se as coisas correrem muito bem dentro de campo - nomeadamente no avanço territorial, num ataque como contra a Escócia, defesa frente à Itália e a coragem demonstrada com a Nova Zelândia -, teremos um Portugal perfeito”, resumiu o seleccionador.

    O adversário está perfeitamente analisado: “já conhecemos muito bem a Roménia, equipa especialmente forte no contacto físico directo, o que tem causado grandes problemas a Portugal. Não gosta de jogar bonito, mas fá-lo sempre para ganhar, por isso temos de nos concentrar em termos técnicos”.

    O “capitão” Vasco Uva, sujeito a intervenção cirúrgica numa mão, vai ser a grande ausência dos “lobos”, mas, “apesar de fazer muita falta, Portugal, habituado a muitas adversidades, vale pelo todo e o colectivo vai oferecer um grande jogo”.

    Joaquim Ferreira vai envergar a braçadeira de “capitão” no desafio em que abandona a competição: “vai ser um jogo difícil, mas a vitória será como a cereja em cima do bolo. Tenho 34 anos e este é um bom momento para terminar a carreira. Ninguém me vai demover, pois a decisão há muito que está tomada”.

    Para o último desafio em França, Miguel Portela considera que é necessário que os atletas mantenham “a coragem e orgulho em serem portugueses e lobos”.

    “Se Deus estiver connosco a vitória será possível. É um jogo ao qual estamos habituados, pois fazemo-lo todos os anos. Conhecemos todos os jogadores da Roménia, os seus pontos fracos e fortes”, acrescentou.

    Luís Piçarra admite que o Mundial tem sido uma “excelente montra” para os jogadores darem um salto na carreira, revelando que vários “lobos” já receberam propostas para emigrar.

    “As pessoas começaram a ver a qualidade do jogo português e por isso os lobos são apetecíveis e o salto para o râguebi internacional é forma do râguebi português ser mais competitivo”, vincou.

    Por seu lado, Paulo Murinelo diz que “se Portugal exibe um bom nível com atletas amadores, com profissionais será bem melhor”.
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