Cuba

Furacões Gustav e Ike causam prejuízos de 3,5 mil milhões de euros


 

Lusa/AO   Internacional   16 de Set de 2008, 12:38

Cuba sofreu prejuízos de "cinco mil milhões de dólares" durante a passagem dos furacões Gustav e Ike, calcularam as autoridades cubanas num "balanço ainda preliminar" sobre as consequências daquele desastre natural, o "pior da sua história", divulgado segunda-feira.

Trata-se da catástrofe "mais devastadora" do género "em toda a história de Cuba", com mais de 443.000 habitações danificadas, 63.000 destruídas, postes de alta tensão e redes eléctricas inutilizados e mais de 135.000 hectares de culturas e plantações afectadas, segundo uma mensagem oficial lida na televisão do Estado.

    "Estimativas ainda preliminares dos prejuízos causados em menos de 10 dias no território nacional por dois furações fazem ascender as perdas a cerca de cinco mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros)", adianta a mensagem.

    Os furacões obrigaram à deslocação de 3,17 milhões de pessoas, numa ilha com 11 milhões de habitantes, e mais de 200.000 "ficarão ainda sem casa durante um certo tempo".

    O Gustav devastou o oeste da ilha comunista a 30 de Agosto e o Ike a parte oriental e central do país na semana passada. Este último furacão causou sete mortos na ilha, os primeiros desde o Dennis em 2005, que provocou 16 mortos e mais de 1,4 mil milhões de dólares de prejuízos.

    O antigo Presidente cubano Fidel Castro, de 82 anos, ainda muito influente, apesar de ter deixado o poder há dois anos, calculou entre três e quatro mil milhões de dólares as perdas após a passagem do Gustav.

    Várias organizações e países, entre os quais a Rússia e a Venezuela, ofereceram ajuda.

    A catástrofe suscitou, por outro lado, uma polémica com os Estados Unidos, devido ao facto das autoridades cubanas terem uma vez mais pedido, em vão, a suspensão por seis meses do embargo imposto sobre a venda de materiais de construção e o acesso ao crédito.

    Havana declarou ter recusado por isso uma "doação" dos Estados Unidos, que por seu lado afirmaram ter dado ajuda aos sinistrados cubanos através de organizações não governamentais.

    Os Estados Unidos impõem desde 1962 um embargo contra a ilha comunista, excepto para os produtos alimentares e farmacêuticos.

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