Depois de um ano de pausa, o Festival Internacional dos Açores (FIA) regressa celebrando a sua vigésima edição. Mantendo a presença nas nove ilhas da região, está perspetivada a realização de uma “edição histórica”.
Tiago Nunes, diretor artístico do FIA, destaca pluralidade existente no festival, referindo que o ecletismo é “essencial para reforçar e dar montra artística a todos os açorianos”.
“Isso foi uma decisão que tomamos, sendo também uma reflexão que achamos pertinente: o festival não é apenas música clássica, é arte com o máximo nível que conseguimos levar aos Açores”, afirmou.
Deste modo, da programação do FIA constam os espetáculos de Ana Paula Russo e Nuno Dias na ilha Graciosa (9 de outubro), de Nicolás Pérez-Nievas Baquedano na Terceira (10 de outubro) e do duo Artur Pizarro e Daniel Bernardes no Pico (20 de outubro), que no dia seguinte vão realizar uma ação de formação na mesma ilha.
O FIA vai levar, também, as Sonatas de Chopin, por Artur Pizarro, a São Miguel (22 de outubro), o cine-concerto “Nosferatu”, por Daniel Bernardes, à ilha do Faial (22 de outubro), a atuação de Rafael Kyrychenko à ilha Terceira (24 de outubro) e o espetáculo de Carla Caramujo e Pedro Lopes, “Heroínas do Destino”, a São Jorge (31 de outubro).
“Vamos também ter dois grandes projetos comunitários que vão contar com a Custódia Gallego, a grande atriz portuguesa, e com a Alexandra Bataglia. Estas iniciativas irão convidar a comunidade açoriana para participar com estas duas pessoas na criação de um espetáculo, ou seja, é um projeto também muito comunitário”, indica o diretor.
“E vamos igualmente ter um ciclo de conferências, em parceria com a Fundação Luso-Americana, que vão olhar para a história do festival e também para a celebração dos 50 anos da autonomia dos Açores, refletindo a nível cultural o que já se fez, o que foi feito e o que está por fazer”, prosseguiu.
Tiago Nunes deixa claro que a programação do FIA ainda não se encontra completa. Ao longo dos “próximos dias e próximas semanas”, continuarão a surgir novidades.
O dirigente destacou também a resiliência demonstrada em conseguir realizar um festival em nove ilhas distintas, uma vez que os fatores logísticos, nomeadamente a questão dos voos, tornam a organização da iniciativa em algo “muito difícil”.
A edição deste ano do FIA é coorganizada pela Égide - Associação Portuguesa das Artes e pela CulturXis - Associação de Desenvolvimento Artístico, contando também com o apoio da Fundação “la Caixa” e do Governo dos Açores.
