Canoagem/Mundiais

Fernando Pimenta quer "pelo menos um pódio" na Polónia

O canoísta Fernando Pimenta assumiu a vontade de conquistar “pelo menos um pódio” nos Mundiais de regatas em linha, na Polónia, para saciar a sua vontade de êxitos enquanto ganha pontos para Los Angeles2028



“Estes mundiais são bastante importantes, não só por causa das medalhas e dos títulos, mas sobretudo por causa da pontuação, pois é a prova mais valiosa para o ranking do apuramento olímpico e desejamos continuar no topo da tabela”, vincou.

Em declarações à Lusa, Pimenta comentava o facto de Portugal liderar, com o seu contributo único, o ranking de K1 1.000 para os Jogos Olímpicos, à frente da Dinamarca, Hungria e Alemanha, quando estão contabilizadas quatro das oito competições que o integram.

Pela primeira vez em muitos anos, o limiano vai fazer somente duas provas no Mundial, o olímpico K1 1.000 e o K1 5.000, no qual também costuma ser pódio, prescindindo do K1 500, distância em que não costuma apresentar a mesma consistência de resultados de excelência.

Segundo Pimenta, a opção “permite maior foco e menos desgaste físico”, além de lhe garantir um dia de descanso durante a competição, "jogando com as mesmas armas" de vários dos seus principais adversários.

“São igualmente duas oportunidades de lutar pelo melhor resultado. Caso uma corra menos bem, tenho sempre a possibilidade na outra de tentar compensar um bocadinho e conseguir bastantes pontos”, explicou, referindo-se a um novo sistema de qualificação que valoriza, igualmente, em termos de pontos, o desempenho em regatas que não integram o programa olímpico.

Nos Europeus de Montemor-o-Velho, Fernando Pimenta conquistou o bronze em K1 1.000 e o ouro em K1 5.000, distancias que venceu igualmente na Taça do Mundo do Canadá, enquanto na da Hungria triunfou em ambas, mais em K1 500.

O canoísta de 37 anos admite que Poznan é um dos seus locais favoritos do circuito internacional, não só pela envolvência da pista, mas sobretudo pelos resultados obtidos.

O currículo de Pimenta na Polónia é extenso, incluindo medalhas em europeus e mundiais, mas o luso destaca um feito inédito na canoagem mundial, quando, em 2022, conquistou quatro medalhas de ouro, no mesmo dia, numa etapa da Taça do Mundo: K1 500, 1.000 e 5.000 metros, bem como K2 500 misto com Teresa Portela.

A sua impressionante carreira inclui 185 pódios nas mais importantes provas internacionais e o limiano admite que a histórica fasquia dos 200 pode ser atingida em 2028, ano que coincide com os Jogos Olímpicos de Los Angeles.

"Seria épico que as 200 fossem em Los Angeles. Vamos ver, pode ser que aconteça, ou se calhar até antes...", projetou, referindo ainda a possibilidade de, esta época, na qual ainda vai aos mundiais de maratonas, na Argentina, no fim de outubro, somar até 13 medalhas.

Sobre o momento de forma, o canoísta reconheceu ter atravessado uma fase física e emocionalmente exigente após a Taça do Mundo no Canadá, em julho, agravada pelo cansaço acumulado, pelo jet lag e por uma viagem de regresso a Portugal feita quase sem descanso.

"Andei ali a passar um muito mau bocado, uma semana e meia muito dura", admitiu, garantindo estar já recuperado após um estágio em Montemor-o-Velho.


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