FC Porto quebra invencibilidade do Setúbal

FC Porto quebra invencibilidade do Setúbal

 

Lusa/AO   Futebol   25 de Nov de 2007, 18:44

O FC Porto venceu hoje o Vitória de Setúbal por 2-0, em jogo da 11ª jornada da Liga portuguesa de futebol, disputado no Porto
Com golos de Lisandro a abrir e Quaresma a fechar, o líder FC Porto manteve hoje a distância de quatro pontos sobre o Benfica e retirou a invencibilidade ao Vitória de Setúbal, na 11ª jornada da Liga de futebol.
O avançado argentino marcou o 10º tento na Liga logo aos seis minutos e 80 depois Quaresma decidiu finalmente brilhar, oferecendo aos adeptos portistas um golo brilhante de fora da área, sem qualquer hipótese para Eduardo, ainda assim o melhor jogador dos sadinos.
Na terceira vitória por 2-0 na Liga e na oitava sem sofrer golos, o FC Porto apresentou-se dominador, mas claramente em regime de poupança e, depois de dois empates consecutivos (Belenenses e na Amadora), regressou aos triunfos, garantindo folgada distância pontual antes da deslocação à Luz, na próxima jornada.
Ainda invencível na competição e com apenas quatro pontos perdidos até agora, a equipa liderada por Jesualdo Ferreira lidou bem com a pressão imposta pelo Benfica (cinco vitórias consecutivas) e até se permitiu à gestão física de alguns jogadores, a três dias do jogo em Liverpool, para a quinta ronda da Liga dos Campeões.
O Vitória de Setúbal, muito aquém daquilo que tem produzido, conseguiu apenas dois remates à baliza e nunca foi séria ameaça à evidente superioridade portista, ficando desta forma impedido de ultrapassar o desastrado Sporting na tabela classificativa.
Como é habitual, Jesualdo Ferreira apresentou um FC Porto em 4x3x3, com Helton na baliza, uma defesa com Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Marek Cech, um meio-campo composto por Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzalez, deixando Tarik Sektioui e Ricardo Quaresma no apoio ao "ponta" Lisandro Lopez.
Do lado do Vitória de Setúbal, Carlos Carvalhal surgiu com o mesmo esquema do bicampeão português, com Eduardo na baliza, Janício, Auri, Robson e Adalto no quarteto defensivo, Sandro, Elias e Ricardo Chaves na zona do meio-campo e Paulinho, Cláudio Pitbull e Matheus na frente de ataque.
Aparentemente pressionados pela aproximação vertiginosa do Benfica (cinco vitórias consecutivas e aproveitamento dos dois empates do FC Porto), os "dragões" não poderiam desejar melhor início de jogo, já que aos seis minutos, Lucho Gonzalez serviu Lisandro que, sem dificuldade, bateu Eduardo e fez o 10º golo na Liga portuguesa.
O Vitória de Setúbal, com cinco empates nos jogos realizados fora, sentia grandes dificuldades em atingir a baliza adversária e o FC Porto chegava com alguma facilidade à área contrária, apesar do pouco perigo criado.
Ainda assim, Lisandro Lopez, aos 17 minutos, rematou sem convicção e em excelente posição para as mãos de Eduardo, Quaresma atirou ao lado, na transformação de um livre da esquerda (24) e, aos 31, Tarik chegou atrasado a um cruzamento da direita.
Os "azuis-e-brancos" cresceram com estes três lances e Raul Meireles e Bosingwa, aos 34 e 35 minutos, respectivamente, testaram a pontaria de longe, mas o alvo acabou por ser a linha de fundo.
Já na compensação da primeira parte, Cláudio Pitbull atirou de fora da área para defesa tranquila de Helton, naquele que foi o primeiro remate dos sadinos à baliza portista durante o período inicial do jogo.
Ao intervalo, Carvalhal chamou Edinho para o lugar de Paulinho, mas seria o FC Porto a quase aumentar a vantagem, aos 47 minutos, com Eduardo a superiorizar-se a um remate de Lisandro, já dentro da área.
Aos 49 minutos, uma fantástica jogada de Quaresma "levantou" o Dragão, embora sem resultados práticos e, no mesmo instante, em contra-ataque, Lucho enviou às malhas laterais, já depois de ter afastado Eduardo do lance.
Carvalhal apostou então em Bruno Gama e retirou Matheus, aos 63 minutos, respondendo Jesualdo com a entrada de Mariano Gonzalez para a posição de Tarik.
Apesar das alterações impostas pelos sadinos, os "azuis-e-brancos" mantinham total superioridade e aos 71 minutos, Auri parece ter carregado Lisandro Lopez, numa falta passível para grande penalidade, mas Carlos Xistra, hoje altamente exigente na amostragem de amarelos, decidiu mandar jogar.
Já perto do fim, aos 82 minutos, Quaresma testou novamente os reflexos de Eduardo mas seria aos 86 que o internacional português "abriria o livro", com um "golão" sem qualquer hipótese para Eduardo.

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