'Fake news' preocupam portugueses, diz relatório Reuters Institute


 

Lusa/Ao online   Nacional   11 de Nov de 2018, 11:22

O relatório anual do Reuters Institute concluiu que grande parte dos portugueses continua a confiar no que lê nos media, mas mostra preocupação (69,2%) com as chamadas “notícias falsas” para favorecer fins políticos e comerciais.

O estudo Reuters Digital News Report 2018, realizado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism e em Portugal coordenado pelo Observatório da Comunicação (OberCom), foi divulgado em 29 de setembro e revela que o país é, juntamente com a Finlândia, aquele onde a população mais confia nas notícias, numa lista de 37 em todo o mundo.

O que mais preocupa os inquiridos em Portugal são “as notícias em que os factos são manipulados para favorecer uma agenda específica (70,1%), notícias falsas para fins políticos e/ou comerciais (69,2%) e jornalismo de má qualidade (67,5%) devido a erros factuais, cobertura insuficiente de histórias, títulos enganadores ou ‘clickbait’”, lê-se no texto que dedica um capítulo à questão das ‘fake news’.

E apesar de os níveis gerais de confiança terem atingido valores muito elevados (62% em notícias em geral e nas notícias consumidas), apenas 48,2% dos inquiridos dizem confiar em notícias nos motores de busca e só 28,9% afirmam poder confiar em notícias nas redes sociais.

A confiança geral nas notícias em Portugal sofreu uma quebra do estudo de 2017 para este ano, passando de 65,6% em 2015 para 62,1%, enquanto a confiança nos conteúdos consumidos baixou de 71,3% para 62,3% em 2018.

As ‘fake news’, comummente conhecidas por notícias falsas, manipulação ou informação propositadamente falsificada com fins políticos ou outros, ganharam importância nas presidenciais dos EUA que ditaram a eleição de Donald Trump, no referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e, mais recentemente, nas presidenciais no Brasil, ganhas pelo candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro.

Em 25 de outubro, o parlamento de Estrasburgo aprovou uma resolução em que defende medidas para reforçar a proteção dos dados pessoais nas redes sociais e combater a manipulação das eleições, após o escândalo do abuso de dados pessoais de milhões de cidadãos europeus.




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