Ensino de inglês no 1º ciclo envolve mais de 13 mil alunos nos Açores


 

Lusa/AO online   Regional   25 de Out de 2013, 18:19

O ensino de inglês no 1º ciclo nos Açores envolve mais de 13.000 alunos da rede pública, segundo dados da Secretaria Regional da Educação, que apresentou ao Conselho Nacional da Educação (CNE) os moldes desta experiência na região.

O ensino do inglês nos Açores começou em 2004, apenas no terceiro e quarto ano de escolaridade do 1.º ciclo e posteriormente a medida foi alargada, em 2006, aos quatro anos de escolaridade do 1.º ciclo.

A medida foi reforçada em 2010 através de legislação que estabelece os princípios orientadores da organização da educação básica no sistema educativo regional, incluindo o currículo regional.

De acordo com a Secretaria Regional da Educação, "no corrente ano letivo, o ensino de inglês no 1.º ciclo envolve diretamente mais de seis dezenas de docentes, além das 27 turmas do subprograma Oportunidades I, que tem como objetivo a recuperação da escolaridade por parte de alunos do 1.º ciclo com dificuldades de aprendizagem, que contam também na sua matriz curricular com 90 minutos de aprendizagem de uma língua estrangeira".

Ainda segundo a tutela, a medida abrange, neste ano letivo, 655 turmas do 1.º ciclo, que semanalmente têm 90 minutos de aprendizagem de inglês.

Em declarações à Lusa, o secretário regional da Educação, Ciência e Cultura, Fagundes Duarte, que hoje apresentou este projeto ao CNE em Lisboa, destacou as mais-valias desta experiência, que permite "a aprendizagem desde muito cedo" de uma língua estrangeira.

A reunião decorreu a pedido do CNE, no âmbito da elaboração de um parecer solicitado pelo Ministério da Educação sobre a integração de uma língua estrangeira no 1.º ciclo do ensino a nível nacional, indicou.

"Quer da parte do presidente, quer da parte dos conselheiros presentes na audição, notei um interesse genuíno em conhecer a nossa experiencia, que tem uma função sobretudo de enriquecimento curricular e formação do cidadão e voltado sobretudo para a oralidade, porque se trata de crianças ainda em processo de alfabetização mas que já são confrontadas no seu dia-a-dia, na televisão, na internet, com o inglês", sublinhou Luiz Fagundes Duarte.

O secretário regional da Educação, Ciência e Cultura considerou, que “ainda é prematuro fazer uma avaliação" da experiência, mas disse estar convicto de que a experiência será "sempre positiva".


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