Empréstimos bancários a particulares chegaram aos 3,5 mil ME no final de 2025

O crédito a particulares nos Açores ainda por pagar ultrapassou os 3,5 mil milhões de euros no final de 2025, segundo dados do Banco de Portugal divulgados pelo SREA, mais 187,2 ME do que no período homólogo



O montante total de empréstimos concedidos a particulares residentes na Região Autónoma dos Açores ascendia a 3504,9 milhões de euros no final de dezembro de 2025, de acordo com dados do Banco de Portugal, consultados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA). Foi a primeira vez que os açorianos ultrapassaram os 3,5 mil milhões de euros em dívida desde junho de 2013.

O valor representa um aumento de 187,2 milhões de euros face a dezembro de 2024, quando o total se situava em 3317,7 milhões de euros.

Do total registado no final de 2025, 2447 milhões de euros dizem respeito a crédito à habitação, que continua a representar a principal componente do endividamento das famílias na Região (69,8% do total). Em termos homólogos, este segmento registou um crescimento de 138,3 milhões de euros.

O crédito ao consumo e outros fins totalizava 1057,9 milhões de euros, mais 48,9 milhões de euros do que no mesmo mês do ano anterior. Este segmento inclui financiamentos destinados a despesas pessoais, aquisição de bens e outros objetivos que não a compra de habitação.

Em dezembro de 2025 estavam registados 108,1 mil devedores com crédito ativo na Região. Destes, 49,8 mil tinham contratos de crédito à habitação e 92,9 mil possuíam crédito ao consumo e outros fins. Os valores não são exclusivos, uma vez que o mesmo devedor pode acumular diferentes tipos de empréstimos.

20,5 ME em créditos vencidos

O montante de empréstimos vencidos, correspondente a situações de incumprimento, fixava-se em 20,5 milhões de euros no final do ano. O rácio de empréstimos vencidos no conjunto do crédito a particulares era de 0,6%. No crédito à habitação, o rácio situava-se em 0,2%, enquanto no crédito ao consumo e outros fins ascendia a 1,5%. Apesar de haver um maior valor de empréstimos contraídos para habitação, os açorianos são mais cumpridores neste segmento do que no crédito para o consumo e outros fins. Quanto à percentagem de devedores com prestações em atraso, o valor global era de 6%. No segmento da habitação, a taxa era de 1,4%, ao passo que no crédito ao consumo e outros fins se fixava em 6,4%.


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