Em comunicado, a CCIPD considera que “o novo agravamento anunciado dos preços dos combustíveis” nos Açores “volta a colocar uma pressão significativa sobre as famílias e sobre os custos de funcionamento das empresas regionais”.
O organismo recorda que, a partir de 01 de outubro, o preço máximo de venda ao público da gasolina sem chumbo 95 passa para 1,924 euros por litro e o do gasóleo rodoviário para 1,939 euros por litro.
“A evolução registada ao longo de 2026 demonstra a dimensão do agravamento. Em janeiro, a gasolina custava 1,620 euros por litro e o gasóleo 1,474 euros. Em outubro, face ao início do ano, a gasolina estará 30,4 cêntimos por litro mais cara, correspondendo a um aumento de 18,8%, enquanto o gasóleo acumula uma subida de 46,5 cêntimos por litro, equivalente a 31,5%”, refere a CCIPD.
O organismo “reconhece as medidas de mitigação já adotadas pelo Governo Regional dos Açores perante a crise energética”, recordando que, em maio, foi anunciado um pacote que incluiu uma redução adicional do Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) de oito cêntimos por litro na gasolina e de 13 cêntimos no gasóleo.
Acresceram medidas dirigidas ao gasóleo agrícola, ao setor das pescas, às associações humanitárias de bombeiros voluntários e ao reforço da eficiência energética das empresas e das famílias.
Contudo, salienta a CCIPD, “a evolução verificada nos últimos meses e, em particular, o novo agravamento previsto para outubro, justificam uma reavaliação dos mecanismos atualmente em vigor”, que deverá também “ter presente as medidas adotadas a nível nacional”.
De acordo com o organismo, a situação “começa igualmente a produzir sinais preocupantes ao nível da procura”, sendo que as empresas associadas da CCIPD ligadas ao setor dos combustíveis “têm vindo a sinalizar uma redução do consumo, que associam aos níveis muito elevados dos preços”.
Assim, a CCIPD defende que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) deve acompanhar “de forma permanente a evolução das cotações internacionais e dos preços finais praticados na região” e avaliar as medidas de mitigação existentes, “ponderando o seu reforço caso os atuais níveis de preços se mantenham”.
A CCIPD considera igualmente necessário manter medidas específicas para os setores mais expostos e acompanhar a evolução do consumo de combustíveis na região, “de modo a identificar atempadamente impactos relevantes na atividade económica”.
