Venezuela

Embaixador de Lisboa diz que país não é ditadura


 

Lusa/Ao online   Nacional   3 de Dez de 2007, 07:17

O embaixador da Venezuela em Portugal afirmou hoje à Lusa que a vitória do "não" no referendo à reforma da Constituição proposta por Hugo Chávez prova que o país não é uma ditadura, nem o presidente um ditador.
"Impôs-se a vontade popular como sempre e estes resultados servem como exemplo e vêm esclarecer as pessoas que dizem que há ditadura na Venezuela e que Chávez é um ditador", disse o general Lucas Rincón Romero.

    "Se o povo diz sim é sim, se diz não é não", acrescentou, sublinhando a "diferença mínima" de votos que deu a vitória ao "não" no referendo sobre a reforma socialista da Constituição.

    A reforma, que visava instaurar um Estado socialista na Venezuela, permitindo a Chávez apresentar-se indefinidamente à presidência e conferindo-lhe o direito de censurar a imprensa em situações de crise, foi rejeitada pela maioria dos venezuelanos.

    O "não" ao bloco A, que contém as 33 propostas feitas pelo presidente Hugo Chávez, conseguiu 50,7 por cento dos votos, um total de 4.545.434 votos, enquanto o "sim" obteve 49,29 por cento, correspondente a 4.379.392 votos.

    No segundo bloco composto por 36 artigos, reformados pela Assembleia Nacional, o "não" obteve 51,05 por cento, 4.522.332 votos, e o sim 48,94 por cento, 4.335.136 votos.

    O total de votos válidos foi de 8.883.746, numa votação que contou 118.693 votos nulos.

    A taxa de abstenção rondou os 44,11 por cento.

   

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