Construção sustentável

Ecochoice quer expandir negócio para Brasil e Espanha

 Ecochoice quer expandir negócio para Brasil e Espanha

 

Lusa / AO online   Economia   2 de Nov de 2007, 22:41

Ecochoice, primeira consultora em construção sustentável portuguesa, acredita que as questões ambientais na construção são o futuro do sector e já tem projectos para enveredar no mercado espanhol e brasileiro, segundo a directora-geral, Isabel Santos.
"Pretendemos alargar a Ecochoice, chamar mais pessoas para o projecto, constituir mais escritórios em diferentes pontos do país e estamos a pensar em enveredar pelo mercado espanhol e brasileiro", explicou em declarações à agência Lusa a directora-geral da Ecochoice, consultora que presta aconselhamento na utilização de materiais que aumentem a eficiência energética dos edifícios.
Em actividade há menos de um ano, a Ecochoice, que integra o grupo Lena, foi a primeira consultora em construção sustentável a ser criada em Portugal, de acordo com a directora-geral.
Isabel Santos espera que, com o aumento das preocupações ambientais na construção e recuperação de edifícios, a Ecochoice venha a facturar cerca de "um milhão de euros dentro de cinco anos".
O segredo do negócio está nas alternativas que a Ecochoice propõe, ou seja, assenta na "utilização dos materiais, tendo em conta as suas características, com o objectivo claro da poupança de energia", afirmou a responsável.
Segundo Isabel Santos, o trabalho de consultadoria começa com o levantamento das características bioclimáticas do local da construção, aplicação de equipamentos para a diminuição dos consumos energéticos e prolonga-se até à aplicação de técnicas especiais de construção.
Algumas das ideias principais são "uma concepção arquitectónica que beneficie a iluminação natural, a utilização de painéis solares térmicos e fotovoltáicos e soluções de geotermia", explicou a responsável.
Actualmente, a Ecochoice tem dois escritórios: um em Lisboa e outro no Algarve, e conta com uma equipa de cinco pessoas em difrentes sectores de construção.
"Hoje já posso dizer que o objectivo de conseguirmos manter [o negócio] sem precisar do apoio do grupo [Lena] já foi atingido", afiançou a directora-geral da empresa.
"Apontamos que dentro de dois anos de trabalho já teremos o retorno do investimento feito, mas penso que será possível conseguir esse retorno antes", acrescentou.
Entre a carteira de clientes estão o BES - Banco Espírito Santo, o Feira Nova, o gabinete de arquitectura Inplenitus, o grupo MCH-Algarve, a consultora internacional CB Richard Ellis e a câmara municipal de Óbidos, segundo a responsável.
Para Isabel Santos estes clientes são a prova de que "o destino da construção" está na preocupação ambiental.
"A partir de 2009, serão poucos os construtores, ou os compradores finais que vão querer adquirir imóveis que não tenham sido pensados de forma a potenciar a poupança de energia", considerou a directora-geral da Ecochoice.
"Em termos de custos, se a arquitectura bioclimática for pensada durante a construção de um edifício, a diferença não será muita para o comprador", disse, referindo-se ao possível aumento de custo de uma habitação que beneficia de soluções de poupança energética.
"Por outro lado, poderá ficar mais caro se pensarmos em termos de reabilitação de um edifício. Contudo este é um investimento que vai dar maior valor ao imóvel", defendeu Isabel Santos.
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