Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), foram contabilizadas até ao momento 7.946 infeções confirmadas, incluindo 56 nas últimas 24 horas, período durante o qual morreram mais 34 pessoas.
A taxa de letalidade acumulada situa-se nos 48,2%, segundo o último boletim daquele organismo.
Atualmente, 848 doentes estão hospitalizados ou em isolamento e 2.001 recuperaram da doença, enquanto a taxa de acompanhamento dos contactos de casos confirmados se situa nos 79,2%, tendo diminuído nos últimos dias.
A província de Ituri continua a ser o epicentro da epidemia, concentrando 76,4% de todos os casos confirmados e 62,5% das infeções registadas nas últimas 24 horas.
Além de Ituri, a epidemia atingiu as províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul, Tshopo, Alto Uélé, Baixo Uélé e Ubangi Sul.
As autoridades alertaram para as dificuldades em receber novos doentes em Ituri devido às “capacidades limitadas” existentes, indicando que os centros de saúde destinados à hospitalização de casos suspeitos se encontram já “saturados”.
A atual epidemia é a mais mortífera registado na história da RDCongo, ultrapassando a de 2018-2020, e as projeções indicam que poderá superar a epidemia ocorrida entre 2014 e 2016 na África Ocidental.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa epidemia provocou 11.325 mortes, entre 28.616 casos identificados na Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa.
A RDCongo, que em dezembro de 2025 declarou o fim de outra epidemia de Ébola, na região de Kasai, já registou mais de uma dezena de surtos desde que o vírus foi identificado, em 1976.
Nesse ano, um dos focos ocorreu na localidade congolesa de Yambuku, junto ao rio Ébola, que deu nome à doença.
O vírus do Ébola é transmitido por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.
Ébola: Epidemia na RDCongo ultrapassa as 3.800 mortes e aproxima-se de 8.000 casos
A epidemia de Ébola declarada em maio na República Democrática do Congo (RDCongo) aproxima-se dos 8.000 casos confirmados e provocou 3.833 mortes, num contexto de receio de propagação da doença, apesar dos esforços para contê-la com ajuda internacional.
Autor: Lusa
