Autor: Lusa/AO Online
Um dos migrantes foi encontrado morto na praia e outro morreu já no hospital, para onde tinha sido transportado após o desembarque em Isola dei Conigli, em Lampedusa.
O grupo viajava num barco de nove metros e a polícia intercetou-os já em terra.
Foram os próprios migrantes (um grupo composto por bengalis, egípcios, paquistaneses e marroquinos) que relataram à polícia que dois dos seus companheiros de viagem estavam doentes.
Já na praia, a polícia encontrou o cadáver de um homem, enquanto ao longo do caminho se encontrava outro migrante em evidente hipotermia, que mais tarde morreu no hospital.
O Projeto de Migrantes Desaparecidos, coordenado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM, agência que integra o sistema das Nações Unidas), calcula que o número de mortos e desaparecidos no Mediterrâneo Central ascenda a 24.506 entre os anos de 2014 e 2024.
O organismo admite que o número pode ser superior, uma vez que muitas mortes não são registadas.
A rota migratória do Mediterrâneo Central, uma das mais mortais do mundo, sai da Tunísia, Argélia e Líbia em direção ao território italiano, em particular à ilha de Lampedusa, e a Malta.