Dos Açores à Lousã para discutir o futuro da Europa e partilhar outras perspetivas

Discutir a Europa, ouvir perspetivas diferentes e partilhar a realidade dos Açores foi o que levou Francisco Pimentel Miúdo, estudante de 25 anos, ao Summer CEmp, a escola de verão da Comissão Europeia



A iniciativa juntou 40 jovens na Lousã e foram três dias intensos de debates sobre defesa, geopolítica, migrações e demografia. Francisco é de Ponta Delgada, está a terminar o mestrado em Economia Internacional e Estudos Europeus e viu nesta escola uma oportunidade de aprender mais sobre temas que lhe interessam. 

A oitava edição do Summer CEmp decorreu de 26 a 29 de agosto, na Lousã, e juntou 40 estudantes do ensino superiores de várias áreas. Este ano, Portugal comemora 40 anos de adesão à União Europeia e, por isso, os jovens foram convidados a discutir sobre o papel que a Europa tem na vida dos portugueses, bem como sobre os desafios que se colocam nos próximos anos. 

Francisco diz que “foram dias intensos”: falou-se de migrações, demografia, segurança, economia da defesa, política internacional, geopolítica, cibersegurança e solidariedade. Além disso, houve tempo para falar da juventude, para conhecer projetos e, sobretudo, “para estar pessoalmente com pessoas que até então só conhecia por vê-las na televisão”.

“Uma oportunidade de fazer perguntas”

“Horas Azuis” foi uma das atividades em que Francisco mais gostou de participar. Explica que eram encontros em que os jovens podiam ouvir personalidades convidadas e no fim fazer perguntas. 

Francisco Miúdo aproveitou um desses encontros para falar sobre os Açores, nomeadamente na intervenção do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Quis saber qual o lugar que as regiões ultraperiféricas poderão ter nos próximos orçamentos europeus e que medidas podem estar em cima da mesa para estas regiões.

O açoriano conta que a resposta foi focada na importância das regiões ultraperiféricas e pelo potencial que têm, mas sem passar por medidas concretas. Teve também oportunidade de conhecer Catarina Mendes e Catarina Martins, pessoas que nunca imaginou que um dia iria conhecer.

Levar os Açores para o Summer CEmp

Um dos objetivos de Francisco era levar a realidade dos Açores ao Summer CEmp. E nas conversas com os colegas, mentores e deputados conseguiu explicar como é viver numa ilha e quais os desafios que os jovens enfrentam por isso. 

Conta que percebeu que havia muito desconhecimento. Alguns dos jovens que conheceu nunca tinham estado nos Açores e conheciam a região sobretudo por ser um destino paradisíaco. 

Nesse sentido, achou pertinente falar sobre as dificuldades e uma das que mais o preocupa é o acesso dos jovens às oportunidades. Explica que há iniciativas europeias que são pouco conhecidas nos Açores, e dá como exemplo o próprio Summer CEmp. Por isso, defende que estas oportunidades devem ser mais divulgadas nas ilhas.

A defesa é um tema que lhe interessa

Vários temas foram discutidos no encontro, mas dois captaram a atenção de Francisco: a geopolítica e a economia da defesa. A sua dissertação de mestrado tem a ver com a economia da defesa: “Interessa-me muito perceber porque é que a Europa está a investir mais em defesa”, explica. 

Por isso, acha importante perceber e conhecer as várias posições que há sobre o aumento do investimento, mas também sobre o impacto que a defesa pode ter na economia. Depois desta experiência, o balanço que faz é “super positivo” e só espera que outros jovens tenham a mesma oportunidade que teve este verão.


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A Confraria da Veja dos Açores, em conjunto com a Confraria da Alcatra da Terceira e a Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, levam a cabo, entre os dias 18 e 20 de setembro, na ilha Terceira, o 1.º Encontro das Confrarias dos Açores e Capítulos de Entronização